Senta que lá vem história
23 de setembro de 2014 POR Jojo COMENTA AQUI!
Continuo na saga do desenterramento de peças esquecidas no armário. Hoje, desenterrei uma bichinha que estava guardada há MUITO tempo. Tempo demais.Vira e mexe eu conto aqui um pouco da história por trás das roupas. Acho bacana isso da gente valorizar o que é antigo no armário. As roupas que carregam pedaços da nossa história com elas. Aquelas que, quando a gente pega no armário, um balãozinho aparece em cima da nossa cabeça e a gente lembra de um monte de coisas.

Pra começar, a calça de hoje me lembra a Gabi. E me fazer lembrar da Gabi sempre será uma boa coisa. A Gabi adora essa calça. E eu já prometi pra ela que, quando eu enjoar dessa, ela não vai pro Enjoei (desculpa Ana). Ela vai direto pro armário da Gabes.

Mas, antes mesmo da Gabi declarar o seu amor, essa pantalona já tinha conquistado um lugarzinho na minha vida simplesmente porque ela foi a minha primeira roupa de adulto.

O mais engraçado é que, quando eu comprei a bichinha, eu ainda não era nada adulta (continuo relutando contra essa verdade durante boa parte do meu dia, mas, naquela época eu definitivamente não era).

Eu tinha começado a trabalhar no meu segundo emprego. Tinha 22 aninhos e queria mostrar que eu podia me comportar como gente grande no ambiente corporativo. A saída? Comprar a calça social mais social de que se tinha notícia.

Ela era larga quando todo mundo usava justa. Ela era alta (e bota alta nisso) quando todo mundo usava baixa. Mas eu me sentia uma power woman quando fechava aquele ziper.

Eu fui crescendo, amadurecendo (aham) e a calça foi ficando de lado. E engraçado que, quando peguei ela hoje, achei que ela me vestiu melhor do que nunca. Talvez, finalmente, ela me coubesse de verdade. Não no corpo (já fiquei feliz demais dela ter me servido), mas na vida.

Hoje eu sei que ela não foi feita só pra ser usada com camisa social, até  porque essa pessoa que usa calça e camisa nem sou eu. Sei também que eu sou tão power woman (ou não) com ou sem ela. A gente falou disso essa semana, quando eu disse que não existe roupa sem personalidade. Hoje vou dizer simplesmente o óbvio (mas o louco do óbvio é que a gente esquece dele): o melhor de um look deve ser sempre quem está dentro dele.

Falei muito? Essas histórias sempre rendem.

O resumo é que catei a tal pantalona e fiz uma combinação que jamais teria pensado lá nos primórdios de sua história. Pra começar, acho que nunca usei essa calça com uma estampa. Com certeza nunca com duas! Mas eu achei a combinação das duas uma coisa tão linda que não consegui resistir.

A outra ousadia foi ter apostado num casaco mais utilitário. Um que eu também jamais usaria com essa calça lá nos tempos idos. Mas, hoje, do alto dos meus 30, esse é o tipo de brincadeira que eu adoro fazer.

Pra fechar, acabei incluindo mais um item. E ele tem tudo a ver com esse post simplesmente porque eu lembro exatamente de onde estava quando comprei. Podem esperar que, daqui a uns 10 anos, vem um post sobre essa carteira listrada.

Créditos de hoje:

Pantalona: Maria Bonita Extra
Blusa: Topshop
Casaco: Forever 21
Carteira: museu em Tóquio
Sapato: Arezzo

  • Anônimo

    Look Lindíssimo! Amei a calça! Super moderna! Jojo arrasando sempre! bjs Camila

  • Adorei a história! E nada como ter 30 anos, até as calças nos 'vestem' melhor, rs! Beijocas, querida!

  • Estela

    Jojo, como você está prendendo seu cabelo? Tenho cabelinho curto e vivo num dilema! O seu fica tão lindinho e arrumado!

  • Anônimo

    Adorei o mix de estampas, mas achei que deu uma alargada na silhueta. Camisa e calça, ambas largas, aumentaram você.

  • A calça é linda! Não dava ela, não! Rs! E a história também, eu passei por essa situação mas com um blazer. A mesma coisa! Acho que faz parte, né? E o blazer também continua no armário, não pretendo tirar ainda.

    https://viajesemsairdolugar.wordpress.com/