Quatro passos essenciais para a consciência fashion
31 de agosto de 2015 POR Jojo COMENTA AQUI!
A cada dia que passa tenho recebido mais e mais emails (e comentários no Instagram, no FB e no Snapchat) de gente de todo lado. Todas com um tema em comum: a vontade de consumir menos e consumir melhor.Uma vontade que se manifesta de várias formas. De dúvidas sobre armário-cápsula, a pedidos de listas de melhores brechós da cidade. De perguntas sobre ítens essenciais de estilo, a súplicas de ajuda para conseguir ficar algum tempo (que varia de mensagem pra mensagem, 3 meses, 6 meses, 1 ano, 1 mês) sem comprar.

A cada email, eu sorrio. Confesso, o lado mais vaidoso de mim escapole entre os lábios e sorri. E lá dentro eu penso: eu faço parte desse movimento.

Fiquei pensando nisso ontem (já combinamos aqui que domingo é dia de pensar, né?) e quis fazer mais posts sobre o assunto. Quero falar mais sobre essa coisa toda de ter mais consciência e de comprar menos e comprar melhor. Sim, eu acho que a gente já faz isso aqui no UASZ quando mostra como é legal repetir roupa ou como uma roupa pode ter um monte de possibilidades, ou ainda como dá pra vender aquilo que você não usa mais e comprar uma coisa velha de alguém que vai ser nova pra você.

Mas eu quero falar MAIS. Quero falar SEMPRE. Quero lembrar todo mundo sempre que ser escravo da moda não é um troço legal. Comprar uma bota (pode ser linda, deusa, top, mára, vida – ou qualquer outro adjetivo usado na blogosfera ultimamente – o quanto for) e não conseguir pagar a fatura do cartão NÃO É LEGAL. Gastar o din din do aluguel/da faculdade/do presente de aniversário de 60 anos da mãe num casaco novo NÃO É LEGAL, não é motivo pra rir e não é motivo pra tirar onda por aí. Pode anotar porque eu tô falando com conhecimento de causa.

(imagem de Elnur Babayev)

Tudo isso pra dizer que hoje eu vou começar atendendo alguns dos pedidos que tenho recebido e que tanto me fazem sorrir. Pra quem já me pede ajuda e pra quem ainda não sabe que quer, mas talvez precise.

CONHEÇA O ARMÁRIO QUE TEM


Me fala rapidinho aí quando foi a última vez que você tirou tudinho (tudinho mesmo) do seu armário e arrumou tudo de novo. Agora me fala se, quando você fez isso, você não deu de cara com uma roupa que nem lembrava que tinha. Pois é.

Aí, das duas uma: ou você ficou muito feliz de ter reencontrado a peça e usou a bichinha no mesmo dia, ou você nem ligou e tacou de volta nas profundezas da gaveta de onde ela veio.

Ambas as alternativas apresentam a mesma conclusão: você tem muita roupa. Tantas que é até capaz de esquecer de algumas.

Se o seu caso foi o primeiro e você AMOU ter reencontrado aquela blusinha, olha que coisa maravilhosa: você teve a sensação de uma roupa nova sem ter gasto 1 realzinho. Você comprou uma roupa nova no seu próprio armário.

Se o seu caso foi o segundo me fala: pra que botar de volta lá dentro um troço que você não usa há anos e nem lembra que tem? Bora fazer a economia circular. Tanto site de compra e venda de coisas por aí, escolhe um e vende essa bendita.

ASSIMILE: VOCÊ NÃO “TEM QUE TER” NADA

Must have significa “tem que ter” e tanto a expressão em inglês quanto a sua tradução viraram jargões mais do que corriqueiros na indústria da moda. O que eles pretendem: que você compre, compre e depois compre um pouquinho mais até que você não tenha mais dinheiro pra ir no bar da esquina comprar um guaraná usando as suas roupas novas que você “tinha que ter”.

Não, você não TEM QUE ter NADA. Você PODE ter várias coisas. E esse PODE significa que você (e só você) tem o PODER de escolher o que você quer ou não ter. É uma escolha SÓ SUA (eu sei, caps lock em excesso nesse texto de hoje, mas é por uma boa causa).

Então, na próxima vez que você abrir uma revista, ou um blog, ou um site e se deparar com essa expressão, eu quero que você treine uma coisa. Fale em voz alta olhando para a tal revista/blog/site: “Quem é você pra me dizer o que é que eu tenho que ter? Você me conhece? Sabe como é a minha vida? Sabe quanto eu ganho e o quanto eu ralo pra conseguir as coisas que eu quero?” Pode falar bem alto e botar o dedo na cara. Depois vire a página.

QUANTO TEMPO DURA A SUA ONDA?

Vamos admitir. Estamos falando de um vício. Vivemos em uma sociedade viciada em comprar. Todos os componentes do vício estão aí pra qualquer um ver: a gente compra coisas que não precisa, com dinheiro que não tem, pra ter uma onda (de felicidade/euforia/auto-estima) que dura não dura.

Sim, porque todas nós sabemos que a onda passa. E passa rápido. E logo você quer sentir ela de novo. Aquela sensação boa de comprar uma blusinha nova, quanto tempo ela dura? Uma semana? Acho que nem isso, né? Provavelmente ela acaba assim que você chega em casa depois de usar pela primeira vez.

Mas a verdade é que, no dia a dia, a gente não pensa nisso. A gente não pára e raciocina: “Caramba, gastei um dinheiro naquela blusinha e nem tô mais tão feliz de ter comprado.”. Não, a gente não pensa assim porque o vício cega. Quando a onda vai embora só nos resta mesmo buscá-la novamente.

Então, na próxima vez que você comprar um troço novo, desses que vai te deixar “MUITO feliz”, faça esse exercício: bote um alarme no seu celular pra exatamente uma semana depois da compra. O nome do alarme vai ser: “Você ainda tá feliz em ter pago R$_______ por mim?” Avalie friamente os resultados.

PENSE GRANDE

Qual o seu sonho? Tenho certeza de que você tem um monte. Se formar na faculdade. Fazer aquela festa de casamento. Comprar uma casa. Viajar o mundo. Ter o seu negócio. Dar uma vida confortável para os seus filhos. Cuidar dos seus pais.

De todas as respostas que você possa ter pensado para essa pergunta, acho difícil alguma delas ter sido: “Meu sonho é ter uma bolsa nova.”

Eu sei, parece bobo: lógico que o seu sonho não é ter uma jaqueta de franja. Sonho é uma coisa grande. Um objetivo mais distante, né?

Ok, a bolsa pode ser mais barata do que a casa própria, mas eu vou te contar uma coisa: é essa bolsa, ou essa jaqueta, ou essa blusinha (ou, pior, todas elas juntas) que estão te deixando mais longe do seu sonho.

A cada 300 reais numa bolsa nova, você está literalmente 300 reais mais distante do seu sonho. É matemática, gente. Pura e simples.

Não, eu não tô falando pra você não comprar a bolsa. Quem tem que decidir isso é você. Eu só tô falando pra você pensar nisso, nessa balança. Esse post é sobre consciência e consciência é pensar sobre os seus atos e tomar decisões mais de acordo com os seus objetivos. Então, na próxima vez que você quiser uma bolsa, bote ela na balança. Você realmente precisa dela ou ela só vai te deixar um pouquinho mais longe dos seus sonhos?

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  • Tenho percebido que chego atrasada em várias tendências. Eu fico testando a minha vontade de comprar: vou na loja, provo; vou em outra loja, provo outro modelo; vejo todos os modelos online, considero muito comprá-los; passa o tempo… Aí às vezes desisto completamente e economizo. Às vezes decido que aquela tendência vai ficar comigo mais tempo e então compro.

    Nessas últimas semanas, como a libra está um absurdo, tenho usado a seguinte estratégia: entro nas lojas só para provar modelos que eu não consideraria à primeira vista. Provo tudo de mais improvável, me divirto. Numa dessas comprei um vestido estampado, anos 80, com ombreiras (lindo!). Mas em geral saio feliz e sem gastar um tostão.

  • Ótima sacada! Texto propício pros tempos de blogsfera-escrava-do-capitalismo-consumista. Bom pra refletir o lance de "quem é mesmo o dono de quem(?)". A mídia realmente tem um peso bastante significativo em relação às "tendências", seja de moda, comportamento, corpo, de como você acha que se vê e de como você realmente é. Suas crônicas são pontuais. Seu blog é atual. Eu adoro me perder (me encontrar!) nas suas publicações sensatas, críticas, sem perder o humor. Grata por compartilhar conosco este espírito de nos permitir-ser-quem-somos-com-o-que-temos e sermos escandalosamente felizes por nos sentirmos genialmente espertas ao repetirmos roupas com classe e elegância. Grata por dividir conosco seu tempo, somar possibilidades e multiplicar essa moda inteligente e consciente. Um beijo, Jojô! Faça uma semana espetacular!

    • Faço das tuas, as minhas palavras.

      Jojo, não costumo comentar, mas te acompanho desde o dia 2 ou 3 e te admiro muito! Obrigada!

  • Arrasou…acho que a sugestão de guarda roupa básico tem a ver também com tudo isso.

  • Anônimo

    Muito massa o teu texto jojo…na parte de tirar tudo do guarda roupa e achar blusinuas esquecidas la dentro… nossa parece q era de mim q vc tava falando…hehehe
    Faz um tempo acho q uns tres meses q nao entrou mais comprando roupa….pelo mesmo motivo q vc falou…eu gastava tudo… e nao tinha dinheiro para comprar um sorvete.
    Agora num caderno anoto os meu gastos todos num caderno…quando recebo primeiro pago as contas e se sobrar alguma coisa ai sim… uma parte diss o eu pego e compro sei lá uma blusinha, (tambem sou filha de deus) com esse ritmo daqui 2 meses ja estou com as contas em ordem.
    Adorei o texto…tbem queria ler mais post sobre esse assunto.

  • É por isso que eu amo esse blog

  • Jô, ano passado reformei o quarto e pra ganhar mais espaço acabei dando 40kg de roupa (e 22 pares de sapato). Eu fiquei abismada com o tanto de coisa desnecessária no armário… Agora fui fazer mudança, e mais desapego. Enfim, acabei entendendo que eu não preciso de tanto. Fiz uma lista de necessidades para os próximos 12 meses com 5 itens, considerando um presente de aniversário de 30 anos pra mim. Tirando esses itens, me comprometi a não comprar nada. Já faz 2 meses isso, ta sendo ótimo 🙂 Bjs

  • Anônimo

    Jojo, vou te chamar assim pq estou acompanhando seu blog já faz tempo e acho que posso te chamar de Jojo 😀 Você é uma máximo, adoro ler o teu blog, muito conteúdo bom e interessante! E esse post então, maravilhoso! Amei e assino em baixo o que vc disse. Obrigada por escrever esse blog! Bjs Cintia

  • Muito bom esse post, a mais pura e sincera verdade, não só para tempos de crise, mas sim para a vida toda. cada dinheiro gasto com coisas que não precisamos, ficamos mais distantes do nosso sonho

  • Clariça

    Jojô adorei o assunto. Caiu como uma luva para mim (recém-casada, cheia de objetivos, uma consumista desde sempre rs) e tenho certeza que para tantas outras pessoas. Nessa fase de vislumbrar objetivos maiores venho tentado identificar os gatilhos desse consumismo e identifiquei um que ainda não vi ninguém comentar ( talvez seja uma loucura exclusivamente minha rs): muitas e muitas vezes compro sem precisar sob a desculpa que tenho que aproveitar algo que vestiu legal ou caiu bem. Deixa eu explicar, sou alta, visto 44 ( 44 de verdade sabe) e a gente sabe que as roupas estão cada dia menores e mais direcionadas a manequins menores aí quando encontro algo legal minha autorização mental para comprar é "vou aproveitar pois quando precisar não vou encontrar" e aí a pessoa mal sai do inverno e já está se entupindo de roupas para o verão que, com certeza, não vai nem ter lugar para usar né. Venho tentando driblar esse vício de comportamento e uma das coisas que têm me ajudado é o que você falou: quando a vontade de comprar algo novo aparece faço uma arrumação em alguma parte do meu guarda-roupa. Tirar tudo seria meio inviável então tiro, por exemplo, todas as minhas saias e procuro novas formas de usar aquela saia que não uso há anos( e que eu nem lembrava mais) e como você falou, vem a sensação de uma roupinha novinha em folha com o plus de não gastar nadinha. Tem funcionado bem comigo tanto que no último sábado bati perna o dia todo e voltei sem nenhuma peça nova (e com a sensação de que tudo que eu via nas vitrines eu já tinha em casa). Desculpa escrever tanto mas me identifiquei tanto que quis compartilhar um pouco do que tenho vivenciado. Beijos e parabéns pelo blog, está cada vez mais legal.

  • Uma vez eu, de forma muito indelicada, te mandei um email com a melhor das intenções dizendo que depois que o seu ano sem comprar tinha terminado eu estava achando o blog meio, digamos assim, diferente. Não sentia mais tanta vontade de entrar e quis te dizer pois simpatizo desde sempre com você e acho que você tem um bom gosto absurdo que nos ajuda muito. Depois que comecei a trabalhar mais as minhas redes sociais por conta do meu trabalho artístico e perceber o tanto de gente pitaqueiro que fala sem muito pensar e não sabe o quanto aquilo pode chatear a gente, eu pensava em você e me sentia péssima e arrependida por ter dado aquele pitaco. Bom, hoje resolvi voltar a comentar pra dizer que eu estava completamente errada. Que eu acho maravilhoso todo esse movimento que você anda fazendo com o seu trabalho e que eu acho que você ainda vai muito longe. Continuo visitando o seu blog e te seguindo no IG até hoje (no meu perfil pessoal, não o artístico) e adoro aprender contigo sobre essa forma consciente de se expressar com o que se veste. Que bom que tem gente como você (carol burgo é outra que eu admiro muito) pra tentar colocar os pés de tanta gente que se perde no meio de tanto consumo bem no chão. Parabéns, Jojô! <3

  • Nossa, finalmente esse assunto vindo à tona e sendo discutido, debatido, conversado entre as consumidoras de moda e de blogs de moda.
    Venho lendo bastante sobre isso e faz uns meses que não gasto nem 1 real com roupa. Hoje sei que tenho muita no armário pra usar e muitas ainda pra doar/vender/reutilizar/reinventar.
    Obrigada pelo texto.
    Beijão 🙂

  • Amei o texto, Jojo, e fiquei com a sensação de que ele vai além da nossa relação com as compras relacionadas a roupas, sapatos e acessórios. É sobre mais que moda isso aqui. Essa consciência sobre nossos atos tem a ver com tudo, né? E quando a gente toma as nossas próprias rédeas, a vida fica tão mais linda e faz tão mais sentido. Até aquele erro que a gente comete – porque a gente comete, sim – parece mais suave, mais contornável, mais "educador". Compartilhando já! Bjs

  • Adorei o post, sou seguidora do blog desde o inicio e tenho me desafiado a deixar de comprar tanto.
    Estou no desafio de 2 meses sem comprar ( um m~es já foi) com o objetivo de fazer uma viagem. Não me sinto mais infeliz por não comprar nada , muito pelo contrário sinto um grande orgulho de não ceder à tentação. Continuo a ir ao shopping e tudo o que gosto tiro foto , guardo como wish list e sigo o meu caminho.
    Aconselho um livro que muito me inspirou não só para deixar de comprar mas para me livrar de tanta roupa e objetos acumulados em casa que já não cabem em lado nenhum.
    O livro "The Life-Changing Magic of Tidying Up: The Japanese Art of Decluttering and Organizing" em português "Arrume a sua casa, arrume a sua vida" de Marie Kondo foi um wake up call para mim.Esta autora Japonesa aconselha a que guardemos apenas as coisas que nos trazem felicidade.Li o livro em três dias e a partir daí foi destralhar a casa e dar tudo o que não uso para que outros possam usufruir.
    Sou apologista de ter menos mas melhor e comprar só o que gosto mesmo e não apenas por impulso.

    Carina

  • Amei o post, eu amo moda e to comprando mais em brechós e bazar que vende usados e to amando a experiência, já achei muita coisa legal. E também to me inspirando no blog um ano sem lixo e reduzindo meu lixo do dia a dia e tem sido ótimo. Que bom você passar essa mensagem para suas leitoras, espero que isso ajude muita gente a ver que temos que frear esse consumismo louco.
    Beijos e boa semana

  • Anônimo

    Nossa Jojo, este post disse tudo o que realmente eu precisava ouvir. Desconto as minhas fragilidades e ansiedade no consumo e sei que isso não é legal! E realmente, o prazer é muuuuito passageiro, não vale a pena. Quero dar valor para o que realmente é importante.
    Mudança de vida já! Vou valorizar o meu rico dinheirinho. Bjs Camila

  • Anna Gomide

    Arrasou! Me identifiquei totalmente. Tô bem nessa fase de aprender a ter mais auto controle, principalmente nesse duro momento de crise. Jojo, você está cada vez mais madura. E nessa onda, vou amadurecendo com você. Sou fã!!
    Beijão, Anna Gomide

  • Top demais seus textos Jojo!
    Bate uma inspiração e vontade de mudar instantaneamente.
    É melhor ainda quando a nossa própria profissão nos ensina isso, sou formada em publicidade mas trabalho no marketing de uma editora e a nossa missão do dia a dia é vender e vender. Já entrei em conflito comigo mesma, mas porque não vender o consumo consciente? Isso sim é fazer algo de bom!
    Parabéns e obrigada 🙂

  • Fantástico! Amei o post Jô!
    Eu decido o que tenho ou não "que ter" rsrs isso se chama personalidade! E eu tenho!
    Beijos e sucesso

  • Jojo vc sempre arrasando!
    Adorei esse post, como tudo que vc escreve desde o comecinho te acompanho, vc é muito talentosa e autentica adoro!!!
    Esse post em especifico nos ajuda muito! Sempre penso que tenho que comprar menos, mas quando vejo já comprei alguma coisinha… apesar de ter melhorado o meu controle ainda quero melhorar muito mais e conquistar sonhos maiores! Vou continuar me disciplinando e fazendo o exercício diário para NÃO comprar o que não preciso.É isso aí jojo continua nos ajudando a conquistar nossos sonhos que são bem maiores que essas comprinhas superfluas!
    Parabéns! e obrigada pela ajuda!

  • Jo! Essa história de "must have" me lembra um episódio que tive. Aqui na minha cidade é muito comum as lojas ligarem pra nos oferecer um "condi" (condicional). Alguma menina leva no seu trabalho/casa/facul uma sacola cheeeia de roupas em consignação pra vc escolher. Aí, vc devolve o que não quer e paga o que ficou. Outro dia, alguém me ligou e o diálogo foi mais ou menos assim:
    "-Oi Maria*, aqui é a Fulana da loja Bla-bla-blá.
    – Quem? De que loja? Que loja é essa???
    – É Fulana da loja Bla-bla-blá. Liguei pra te falar que chegaram umas coisas lindas, que são a tua cara!!! Tem umas sandálias lindas, vc vai adorar!!! Posso te mandar um condi? Que número vc usa?
    -Querida… como vc sabe que eu vou adorar? A gente não se conhece, vc não sabe nem que número eu uso! Se algum dia eu quiser comprar algo eu vou direto na loja, okeis?"
    Ou seja, vendedoras que se fazem de super amigas pra vender coisas que não servem – nem no corpo nem no bolso – pra pessoas que não conhecem.Tô fora!

  • Ótimo post, é sempre bom pensar nos nossos objetivos maiores na hora que queremos comprar alguma coisa que não precisamos. http://www.alemdolookdodia.com

  • Parabéns pelo post, Jojo!
    Trabalho com educação financeira e concordo que consumo consciente passa por tudo isso. Pra mim, contudo, o maior "acorda, menina" foi assistir ao documentário: http://truecostmovie.com/
    Você fala em não sermos escravizadas pela moda. O documentário mostra como nós, consumidoras de fast fashion, também escravizamos as pessoas que estão na ponta da cadeia de produção. Vale a pena assistir. Beijo e parabéns pela nova fase do blog. Estou adorando!

  • Anônimo

    Adoravel Jojo, voce pode consumir menos (gracas a deus) mas ainda consome muito… Muito! MUITO.

  • Adorei o posteriormente. Beijinhos de Portugal Inês

  • Amei esse texto, Jojo!!! Aplausos procê… arrazô querida!!! Estou à cada dia que passa mais ligada nessa idéia de não consumir somente por consumir. Isso é muito importante. Desde que passei por maus bocados por gastar TODA a minha suada graninha com consumo sem fim, eu repensei esse vício. Melhorei e muito. Hoje sou mais livre. Conseguindo realizar os sonhos. Sem saber, você e a querida Ana Soares (Hoje vou assim off) me ajudaram muito nessa minha nova maneira de consumir. Consumir com responsabilidade. Obrigada. Bjus

  • Post ótimo, Jojo! Sempre leio o blog e hoje tive que comentar. Faz mais posts sobre isso sim. Um blog ótimo sobre guarda roupa cápsula é o un-fancy, apesar de a dona ter parado de escrever vale a pena ler os posts todos. E o livro da Marie Kondo também é ótimo pra quem quer aprender a viver com menos coisas.

  • amei o texto, jojo. concordo em gênero, número e grau. também to em busca desse equilíbrio! beijão pra ti.

  • Marilia Lobo

    Oi Joanna. Tudo bom?
    Te acompanho desde o início, lá quando estava no dia 5 ou 6 de 365 sem comprar.

    Sempre entro pra ler seus posts – e confesso que a sua lucidez me ajudou muito a encontrar a minha, mas a real é que nunca comentei. Não por não sentir vontade, mas por achar que você nunca ia ler, ou algo do tipo.

    Desde quando se mudou pra SF eu me sinto mais "perto" de você, porque a minha vontade de morar nessa cidade é fora do normal. Mas, essa parada de estar mais "perto" me fez começar a te seguir nas redes sociais, além de acompanhar mais ainda o conteúdo que você gera aqui pra gente. E vou te contar, cada dia que passa sou mais sua fã.

    Sei que seria muito mais fácil para você como Blogueira fazer listas de "Must have" e receber milhões de presentes aí na sua casa. Sou publicitária também, tenho um Estúdio em Campinas, e sei como e quanto as marcas podem se interessar por uma Blogueira brasileira que foi morar na gringa. Teoricamente a visibilidade aumenta muito. Mas, ao contrário disso, você torna a essência que me fez gostar do seu Blog no primeiro acesso ser mais evidente a cada post que leio.

    É sério, quando li esse post eu pensei: "Não é possível, ela não pode desanimar de fazer esse bem danado pras pessoas".

    Tô empolgada no comentário aqui, mas as vezes é bom a gente receber um carinho, e imagino que pra você, receber o carinho de alguém que nem conhece é bem especial. Por isso, vim aqui só pra te dizer que você faz a diferença nesse mundo de Blogs que despejam um conteúdo tão superficial em todos os seguidores.

    Veja bem, sigo muitos outros Blogs, para ter referência de looks, acompanhar as ações da empresas, entender o mercado como um todo, ou até mesmo só pra ver coisa bonita. Mas nenhum deles me inspira em querer ser tão eu, quanto o seu.

    É isso.

    Um beijão, e muito sucesso pra você.

  • Uauuu…. texto perfeito!

  • simples assim…

  • Mariana

    Jojô, post maravilhoso! É refrescante abrir um blog e se deparar com esses posts que nos fazem pensar.

    Minha irmã e minha mãe sempre me acharam consumista e eu admito que já dependi desse "high" de comprar uma blusinha nova. Eu mudei MUITO de uns anos pra cá.

    Vou compartilhar o que eu faço hoje em dia(pode parecer bobo mas me ajuda muito!!!):
    1- abro o site das minhas lojas favoritas (urban outfitters, top shop,…) coloco tudo que eu gostei no carrinho de compras, daí seleciono o que eu realmente compraria (gasto um tempão!) daí o que eu faço? FECHO O SITE! Hahaha sim, pode parecer um tempo jogado no lixo, mas eu me divirto no processo e me sinto como tivesse feito compras, mas na verdade não gastei nada, foi só o desejo de olhar as peças, selecionar, me imaginar com elas…
    2- sempre que vou numa loja, experimento as roupas, tiro foto e vou pra casa. Se eu continuar apegada a uma ou outra peça eu compro depois de alguns dias. Assim eu não me arrependo de ter comprado "de supetão".

    Desculpa o comentário gigante! Te adoro muito e leio todos os posts 🙂

    Beijos!

  • AMEI o post Jojo, tenho pensado muito sobre isso, sobre esse consumo desenfreado e sem limites. E que mesmo assim a cada dia abrimos o armário e "não temos o que vestir".
    Voto por mais posts como esse!
    Beijo.

  • As pessoas mais chics que conheço repetem roupas. As pessoas mais ricas que conheço repetem roupas…e também repetem roupas as mais inteligentes e interessantes que tive oportunidade de conhecer. Desde que voltei pra Londres, eu tenho tido que encarar esse desafio: comprar menos, desapegar mais. Morar na terceira cidade mais cara do mundo (pior ainda, morar por enquanto na ponte aérea, ou seja, além do aluguel, ainda tem o custo do avião) tem me forçado a ver sites como este, a buscar ideias como as daqui porque a casa nova é do tamanho do closet da casa antiga, porque jogar coisa fora custa (sim, custa) trabalho e, as vezes dinheiro! A solução da H&M de trocar roupa velha por um voucher com descontos sò me fez alimentar o ciclo vicioso. Ter que escolher o que levar pro armário (que ainda por cima, é dividido com o hubby) foi uma dor, um parto. Mas valeu! menos tempo na hora de escolher, menos peso na mala (a Consuelo Blocker que o diga!), mais espaço pra brincar com acessórios. Obrigada, JoJo por encabeçar este movimento. Que sirva de inspiração pra muita gente! Inclusive, pra mim!

  • Paula

    Bacana essa forma de pensar. Incluiria mais um ponto na discussão: saindo do individual para o coletivo o problema fica muito maior. E eu acho que nós, que gostamos de moda, precisamos buscar formas de consumo mais conscientes, que não prejudiquem o meio ambiente nem contribuam para perpetuar o trabalho escravo. Super difícil quando a gente vê o número de lojas que já foram autuadas por trabalho análogo ao escravo no Brasil e no mundo. Mas é assustador o tanto de sofrimento e mortes em prol de uma produção desenfreada que cria necessidades que nós sequer temos.

    Daí a gente pensa: aquele produto que a gente comprou porque achou um excelente custo/benefício ficou baratinho a que custo? Será que alguém não pagou o preço? E mesmo aquela peça que custou super caro, aliás, também pode ter sido produzida às custas de uma superexploração da mão de obra – vide o caso da Gregory, em 2012.

    Enfim, digo isso porque acho que seria uma reflexão bem interessante para um blog de moda. E mais interessante, claro, é pensar o que podemos fazer enquanto consumidoras/es.

    http://azmina.com.br/2015/08/moda-a-qualquer-custo/

    http://reporterbrasil.org.br/2013/05/tragedia-em-bangladesh-simboliza-despotismo-do-lucro/

    http://reporterbrasil.org.br/2011/12/especial-zara-flagrantes-de-escravidao-na-producao-de-roupas-de-luxo/

    No Netflix tem o documentário The true cost, muito esclarecedor – e duro de ver também.

    Beijos!

  • Amei o post! Tenho praticado esse exercício. Estou a 2 meses sem comprar, e o objetivo são 5. E confesso, quando vejo algo lindo-maravilhoso-div o, penso: vou comprar quando a dieta fashion acabar. Depois paro, repenso e descubro que estou vivendo sem aquilo, posso continuar assim. Estou redescobrindo meu guarda-roupas, e vou fazer como você; guardar umas peças pra usar no final do desafio. Ei! Conhecer teu blog, me ajudou e tem me ajudado muito. Valeu, Jojo!

  • Adorei o texto! Vou compartilhar e marcar quem eu tiver coragem..rsrs..
    Parabéns..acompanho o UASZ desde o início!
    Bjs.

  • Heloisa Lopes

    Jojo, amei esse post. Me vi todinha na descrição que você fez, e realmente preciso mudar. Felizmente não chego a ficar no vermelho, mas a verdade é que todo o salário que entra sai, e sempre fico com aquela sensação ruim de estar sem grana, sabendo que foi por minha culpa. Você me inspirou a tentar melhorar, e hoje me propus a ficar um mês sem comprar nada. Parece pouco, mas pra mim vai ser bem difícil! Um grande beijo!

  • Jojo, você com certeza é uma incentivadora deste movimento. E eu acabei de iniciar o meu próprio: o tumblr Um mês sem (ummessem.tumblr.com). A cada mês, vou deixar um hábito para trás e relatar a experiência.
    O primeiro tem é Um mês sem..carro. Mas quero fazer um mês sem comprar e repetir roupa, para mostrar que temos, sim, diversas boas opções dentro do armário. Não precisamos sair desesperadas em busca de um look novo.

    Parabéns pela sua iniciativa e espero que a minha seja tão exitosa quanto a sua. Beijos!

  • Anônimo

    Que incríiiiiiiiiiiiiiiiiiivel esse texto! Não ache, tenha que certeza que você faz parte sim desse movimento! O qual a partir de agora, eu também faço parte! Mara, top é o seu texto, isso sim! Beijos,

  • Anônimo

    belo texto JoJo, vc já tem me ensinado isso há muito tempo!! 🙂

    Camila

  • Mylena

    Vi a Emma Watson (que eu adoro!) indicando o documentário True Cost, que mostra que as roupas que vc compra na H&M, Forever, etc, são feitas por mulheres em condições miseráveis na Índia. Ela recentemente postou fotos de uma turnê de divulgação só com marcar maravilhosas, porém caras. Eu fico no meio do caminho. Eu não tenho condições de comprar roupas fora das grandes lojas. Não estou falando em comprar loucamente, mas o pouco e básico que compro é na Riachuelo, C&A (nossa versão de fast fashion). Como proceder? Como ser consciente com pouco dinheiro?

  • Oi, Joana!

    Adorei o post! Sou uma das pessoas que está entrando para o movimento do comprar melhor, apesar de nunca ter comprado muito. Sempre fui apaixonada por livros, então minhas loucuras consumistas eram com eles e não com roupas! Sempre foi muito estranho, pois tinha dó de pagar r$ 100 em uma peça de roupa, mas não em alguns livros! hahaha

    Também sempre adorei arrumar o armário, então nunca tive esse problema de "esquecer" o que tinha, mas de 6 em 6 meses vão embora algumas roupas que não usei nada. Neste ano estou comprando um apê (não tem nada mais sofrido e eficiente para curar o consumismo com outras coisas) e fiz várias limpezas para tentar ir com um pouco para a nova casa e determinar de vez qual é o meu estilo e é isso que estou buscando agora, enquanto isso estou bem insatisfeita com meu armário, então vou adorar os posts com dicas de estilo por aqui! =]

    Só quis mesmo compartilhar os meus pensamentos sobre o tema, fiz um post parecido no meu blog, inclusive, mas ainda não consegui colocar em prática a questão de comprar em brechós on line como falei lá, pois já tive uma decepção, aí fico com 500 pés atrás! rsrs

    um beijo!

  • Jojo, amei seu post e me vi na parte "O vício cega" e é a mais pura verdade que cada centavo gasto nos distancia de outro objetivo!! Parabéns pelas sábias palavras :*

  • Fantástico 🙂 Haja consciência e a felicidade aparece!!

  • é por isso que amo, adoro e sou fã do uaz, nesse mundo de blogs não tem uminha sequer igual a você!!

    como faz pra ser sua amiga na vida real?? 😀

  • Julianah Dias

    Oi Jojo! Acompanho seu blog desde o início e vi de pertinho como você foi corajosa e vencedora ao conseguir ficar um ano sem comprar. Estou numa fase que preciso muito desse um ano, nem que sejam apenas 2 meses, 6 meses… Você é uma inspiração pra mim e vou anotar cada palavra desse post! Precisamos principalmente não nos deixar levar por essa do "must have" e lembrar dos nossos sonhos. E ah Jojo… quantas coisas deixei de fazer por causas das grandes contas dos cartões de loja! Não é fácil, não! Um beijo!

  • Queria deixar um comentário super cabeça elogiando seu post super interessante/consciente/legal mas estou tão cansada que resumo tudo em <3 <3 <3 <3 <3 <3 <3 <3 <3 <3 !!!!!! Tauana

  • Alessandra

    Jojô, adorei o post. Eu adoro o trabalho das meninas do Oficina de Estilo… muita sustentabilidade e responsabilidade. Beijo grande!

  • Liv

    Eu leio esse blog desde o dia 20, no comecinho do seu desafio. Nunca comentei, e sempre esperei esse post. Tá aí, parabéns 🙂
    Você tem um poder incrível nas suas mãos, é uma formadora de opinião. É muito bacana que alguém como você se proponha a fazer esses questionamentos.
    Sugestão para o próximo post – falar dessa série aqui: http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2015/01/serie-envia-blogueiros-de-moda-para-conhecer-fabrica-textil-no-camboja.html

  • Anônimo

    Jojo te sigo a um tempão e gosto muito das matérias sobre consumo consciente, por isso gostaria de ver alguma matéria sua falando sobre os diferente tipos de tecidos, tecidos naturais, seda sintética e muito mais, tenho muita dificuldade com tecidos. AJUDA JOJO
    Livanda do Acre.

  • Joanna, já disse que amo e acompanho o blog, mas o melhor é o qto vc pode influenciar positivamente no consumo consciente! Hj reconheço que a compra e a felicidade momentânea era um vício pra mim! Comprava algo novo quase toda semana…mas depois de acompanhar que vc conseguiu ficar um ano sem comprar, o ano passado fiz o propósito e fiquei seis meses sem comprar,mas ou menos no mesmo período em que vc ficou seis meses sem comprar antes do seu casamento! Vc foi uma inspiração! Foi libertador! Recomendo! A gente muda a forma de enxergar a moda e seu consumo desmedido! Parabéns! Vc é diferenciada! Bj

  • Oi Jojo, morro em Berlim há 7 anos e desde que vim pra cá meu armário só enche com as roupas de HM e outras fast Fashion. Vc sabe nós brasileiras piramos com uma Boa promocäo, mas a verdade é que eu cada vez estou mais Longe dos meus sonhos que vim de täo Longe pra buscar. Obrigada por abrir meus olhos. Leio todos os seus textos e gosto muito de todos eles. Beijo

  • Anônimo

    Jojo eu amei esse seu post, eu gosto muito desses assuntos sobre moda com consciência, pois é vale super a pena comprar com consciência e leva em conta também a questão dos tipos de tecido pois vejo roupas de poliéster caríssimas, e outras de malha, acho que seria bem legal um poste seu falando dos pós e contras dos tecidos das roupas.

  • Excelente, Jô! Outro dia escrevi no meu blog sobre isso, não recebi tantos comentários pois estou só começando, mas um que me deixou feliz pelo resto da vida : )
    O mais importante que acreditar e apoiar uma forma de consumo consciente, é saber que tantas pessoas o fazem ao inspirarem-se em ti.
    A gente acostuma com os jargões de must have e outras chaves para o consumo irresponsável, e quando vê, o estrago tá feito!
    Parabéns, beijinhos de Portugal!
    Ana Luisa.

    http://www.ventiladordeideias.blogspot.com

  • Camila

    Jojô simplesmente amei esse texto, não pare NUNCA de falar sobre esse assunto. Por favor!!!! Seu blog com certeza ajuda muitas a conquistarem seus sonhos e continuarem lindas por aí.

  • Rayani Carvalho

    Uauuuuu! Fantástico! Me ajudou muito a refletir melhor sobre o assunto e já estou doida para chegar em casa e colocar meu armário abaixo, ou melhor, em cima da minha cama e rever meus conceitos! rsrs Obrigada! 😉

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  • Caroline Lopes

    Nossa adorei o artigo, muito bom!

    conheço um site de venda online de roupas femininas pela internet, são peças um mais linda que a outra a loja virtual é a Calitta Brasil http://www.calitta.com/br são muito baratas as peças, o loja é cofiável sim pois já comprei 6 vezes e nunca tive problema tudo chegou certinho. algumas fezes aconteceu alguns atrasos, mais culpa dos correios aqui mesmo do Brasil.

    Espero que goste da dica!!!

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