Voltando ao básico: 4 marcas pra acompanhar
23 de fevereiro de 2016 POR Jojo COMENTA AQUI!

Quando a gente fala de básico na moda muita gente torce o nariz e pensa: jeans e camiseta. A verdade é que, por muito tempo, básico foi o estilo de quem não tem estilo. A roupa que a gente bota quando tá sem ideia, a camiseta que vai por baixo do que a gente realmente quer vestir, a compra utilitária, previsível, sem graça.

Mas, se você costuma ler sobre moda por aí, é capaz de ter captado um movimento que começou há uns dois anos atrás. Eu confesso que a primeira vez que ouvi alguém falar de “normcore” achei que fosse brincadeira. Recebi um email de um jornalista do Buzzfeed me pedindo pra comentar sobre a nova tendência, que nada mais era do que se vestir “normal” (daí o nome “norm”, que vem do inglês “norma”).

Achei que fosse o Buzzfeed tentando me pregar uma peça, tipo aqueles vídeos do Jimmy Kimmel que eles fazem nas semanas de moda perguntando pras pessoas o que elas acharam sobre estilistas que não existem e looks bizarros que nunca rolaram de verdade na passarela. Pra quem não viu, rende umas boas risadas:

Pois, antes de responder pro jornalista e bancar a espertona, fui pesquisar do que se tratava. Descobri duas coisas:

1. Sim, a tendência existia de verdade.

2. Eu não era a única a achar que essa história toda tinha cara de piada.

Bem, por mais doida que soe a história, a moda do “se vestir normal” não surgiu do nada. Segundo a empresa de tendências que primeiro cunhou o termo, o comportamento surgiu como uma reação ao estilo (de vida e de se vestir) milimetricamente calculado dos hipsters. E, vamos combinar, a ideia soa ironicamente libertadora.

De lá pra cá, como acontece com tudo que surge meteoricamente na moda, o termo perdeu força. Mas a ideia de voltar ao básico e deixar os frufrus de lado continua firme e forte.

Na minha humilde opinião, acho que já tá todo mundo meio cansado dessa quantidade maciça de tendências que são jogadas em cima da gente a cada estação. Cada vez mais, me pego recebendo mensagens de mulheres de todos os cantos perguntando: Jojô, o que é básico? O que é que eu preciso ter que funciona com tudo?

A verdade é que normcore é apenas uma palavra metida (e bem irônica) pra significar um anseio que muitas de nós estamos sentindo. Um anseio de querer ter menos e ter melhor. De ter conforto e tranquilidade. De se sentir bem vestida em qualquer tempo.

Esse anseio é tão verdadeiro que já deu frutos. Marcas novas estão pipocando em todos os lugares propondo exatamente isso: um retorno ao básico. Um básico de qualidade, com caimento perfeito, visual fresco e feito pra durar.  Então, sem mais enrolação, aqui vão algumas das minhas preferidas.

BÁSICO.COM

Básicos

A Básico.com foi um dos tesouros que encontrei na internet nos últimos anos. Conheci a marca justamente num momento em que procurava uma alternativa às camisetinhas brancas que eu encontrava por aí e que acabavam na primeira lavagem. O que encontrei foi uma marca de extremo bom gosto, minimalista e que prima pela qualidade.

Basta ler o manifesto da marca pra entender a razão de seu sucesso:

“Verdade acima da imagem. Estilo acima dos modismos. Personalidade acima de marca. Pra quem deixa a sua marca no mundo e não precisa de uma estampada no peito.”

COTTON PROJECT

Básicos.com

A Cotton Project nasceu em 2006 como uma marca de moda masculina inspirada na cultura do surf e skate da década de 90. A ideia da marca era unir urbano e tropical num visual contemporâneo perfeito para qualquer estação.

Hoje, a marca evoluiu e oferece um básico cheio de modernidade para homens e mulheres, no melhor estilo sem gênero.

MNML

Básicos

A MNML (ou Minimal) é novinha. Nasceu no final do ano passado com a ideia de produzir roupa que combine com tudo e atravesse temporadas e estações.

Minimalista até no nome, a marca privilegia cores neutras, linhas retas e modelagens amplas. Conforto puro e elegância atemporal.

VERKKO

Básicos

A Verkko é moderninha e ousada. Um básico jovem, com uma pitada de sensualidade.

A marca que ainda não tem ponto de venda próprio (mas você pode encontrar ela aqui) adora o PB, as listras e a brincadeira de proporções (como os tops justinhas com saias ou calças amplas). Básico com cara de verão. Vale ficar de olho e acompanhar sua evolução.

 

  • Gisele Olivera

    Que alegria senti ao ler esse post! Você expressou tudo o que penso com relação a esse bombardeio de tendências que sofremos o tempo todo. É ridículo você entrar em várias lojas e não conseguir comprar algo que você goste porque tudo o que tem na loja é cropped e você não gosta de cropped. Estilo fica e moda passa. Então eu prefiro apostar em peças de qualidade e atemporias que me acompanharão por muito tempo e além disso eu posso “brincar” com essas peças tradicionais e misturar com algumas tendências. Até porque penso que quem tem muito na verdade não tem nada e tem muito mais dificuldade na hora de se aventurar em novas combinações. Você brilhou Jojô!!!

  • R. S

    My Basics também é bacana!

  • Mariana Vieira

    Oi Jojô. Pra variar, ótimo post! Há algum tempo, e até por conta de meus compromissos profissionais, sou a favor do estilo e não apenas da enxurrada de tendências que tentam nos empurrar goela abaixo para manter ativos os ciclos de moda/consumo (sorry babe, odeio pantacourt por exemplo!). Mesmo com pouco tempo disponível, tenho procurado não só peças versáteis (não obrigatoriamente de cores básicas, diga-se de passagem), mas também aumentar a durabilidade delas. Afinal, há o básico “descartável” e a “tendência” feita pra durar, né? Sempre procuro frisar nos meus humildes escritos que se apaixonar por uma tendência não é demérito; mas a gente precisa ter uma identidade de estilo e passar ao largo daquilo que não tem a nossa cara. Num mundo onde imagem é tudo e ostentar é palavra de ordem, vestir a mesma coisa por cinco, dez anos parece improvável…mas eu adoro. – Moda vem e vai, estilo é o que fica!bj

  • Ana

    Adorei o post!!
    Boas peças básicas são o melhor de um guarda roupa. To namorando a basico.com há meses, tudo tão lindo!

  • Mayara Alves da Silva

    Jo, vc não acha que o básico as vezes não passa de uma forma de diversificar tb? E aí na vdd não seria o básico?
    Acho bem raro ver pessoas que estão sempre no básico.
    Não sei se ficou MT claro hahaha
    Bjs

  • Patrícia De Vargas Suss

    Amei esse post! Parabéns, Jojo!