Começou a Fashion Revolution Week
24 de abril de 2017 POR Jojo COMENTA AQUI!

Você já ouviu falar na Fashion Revolution? Criado no dia 24 de abril de 2013 logo após o desastre do Rana Plaza, que matou 1.133 trabalhadores que trabalhavam em condições precárias em Bangladesh, o movimento envolve mais de 90 países e tem como objetivo mudar a indústria da moda para melhor, especialmente trazendo mais transparência e sustentabilidade para a cadeia de produção.

Desde então, a semana do dia 24 de abril, ficou marcada como a Fashion Revolution Week, quando todo o trabalho da ONG se materializa numa campanha global, a “Who Made my Clothes”. A ideia é, durante essa semana, incentivar pessoas do mundo todo a postarem fotos mostrando a etiqueta de suas roupas e usando a hashtag #WhoMadeMyClothes (Quem fez as minhas roupas?). A campanha é uma maneira de pressionar marcas a mostrarem as condições de trabalho que estão por trás de cada peça de roupa.

No Brasil a semana vai contar com diversos eventos espalhados por mais de 20 cidades. Vale entrar no site pra conferir tudinho que vai rolar perto de você.

A verdade é que a Fashion Revolution é também uma oportunidade de refletirmos sobre quem somos como consumidores e a nossa parcela de responsabilidade sobre essa cadeia de produção. Afinal de contas, comprar é uma escolha e passarmos a fazer escolhas melhores e mais conscientes é, sem dúvida, o primeiro passo pra um ecossistema de moda mais justo pra todo mundo.

Pensando nisso, resolvi trazer a Fashion Revolution Week também aqui pro UASZ.  Todos os posts dessa semana vão ser totalmente dedicados ao exercício de pensar como podemos ser consumidores melhores. Pra começar, bora cobrar das nossas marcas preferidas uma resposta sobre quem faz as nossas roupas?

É através desse tipo de cobrança que começamos a ver uma verdadeira mudança na indústria da moda. Por conta da nossa pressão como consumidores que marcas como Zara, H&M e MNG tem investido cada vez mais em reciclagem, materiais orgânicos e avanços na política de fornecedores terceirizados. Ainda tá loooooonge de ser o ideal. Mas, por isso mesmo, precisamos continuar cumprindo nossos deveres como consumidores e cobrando cada vez mais evoluções.

Então cata lá a sua peça de roupa preferida, vira ela do avesso, mostre a etiqueta e poste sua foto nas redes sociais tagueando a marca e perguntando: #WhoMadeMyClothes . Assim ó:

photogrid

E volta aqui amanhã que o bate papo sobre essa revolução fashion continua.

 

 

 

  • Claudia Alves

    Jô, tudo bem? Você pode me passar algum link onde tenha o interesse e desenvolvimento de projetos da Zara que esteja mais voltado para consicência?
    Eu trabalho com impacto social há quase três anos e desde que voltei do Kenya eu não compro mais em certas lojas como Zara e Maria Filó. Não achei sobre esse investimento da zara, mas mt me interessa. Se puder, envia o link,pls?
    Beijos e muito obrigada

    • Clarissa Vieira

      Oi, Claudia, tudo bem? Também fiquei interessada, pois sempre gostei muito da moda da Zara, mas já faz um tempo que não consigo comprar lá também, por causa das notícias dos últimos anos. Mas não sabia sobre a Maria Filó! Eles também já foram denunciados ou você se refere àquele terrível episódio da produção daquela coleção com estampa de mulheres negras escravas?

      Beijos, obrigada!

      • Claudia Alves

        Clarissa, eu era uma menina Maria Filó, mas comecei a parar por conta fos valores absurdos para uma costura que não dava conta, e soube do caso da estampa enquanto estava morando fora. O que só endossou eu não comprar. Como uma marca brasileira deixou passar uma estampa cheia de falhas? E a forma que se retratou não chega nem a ser o que um gestão de crise faz. Peguei birra. Haha.
        Mas eu tô a “chata do impacto social”, tudo eu paro pra relativizar e ressignificar. 🙂
        Beijos

        • Clarissa Vieira

          Oi, Claudia, obrigada pela resposta! Quando você diz “uma costura que não dava conta” é mais no sentido da qualidade das roupas produzidas? Eu também acho as roupas lá bem caras, mas gostava de comprá-las em outlets ou liquidação, ou, por vezes, na loja mesmo, fazendo uma “gracinha” para mim mesma, rs! Com o caso da estampa, também fiquei chateada. Enfim, acho ótimo debatermos tudo isso! Obrigada a você e a Jojo por pautarem essas questões!

          Beijos!

          • Claudia Alves

            Sim. Gastava uma grana com peças que descosturavam e olha que por conta de uma mãe fashionista sou super cuidadosa c as roupas. Como a Joanna falou, temos que debater mesmo, ressignificar nosso sentido de consumo. Tem
            Muito mais gente perdendo do que ganhando. Muito mais gente que nem imaginamos e empatia é o primeiro passo para consciência. Beijos

          • Clarissa Vieira

            Entendi, Claudia! É isso mesmo: viva o debate, o pensamento sobre a moda! Obrigada, inclusive, pelo diálogo aqui! 😉 Beijos!

    • Jojo

      Oi Claudia, tudo bem?

      Eles lançaram uma coleção no ano passado chamada Zara Life (https://www.zara.com/uk/en/woman/join-life-c819510.html) que utiliza materiais sustentáveis (como o algodão orgânico e o Lyocell, além de polyester reciclado). Esse link explica melhor, mas tá em inglês. http://www.huffingtonpost.co.uk/entry/zara-sustainable-fashion-join-life_uk_57e50bcbe4b004d4d86295de Ainda é o começo, mas com certeza é resultado da pressão que a gente faz como consumidores. 😉

      • Claudia Alves

        Obrigada, Jo! Eu li e achei bem pertinente sobre tudo a preocupação por toda a estapa que passa uma peça na indústria. Espero que seja uma era de consciência e transformação para uma marca (grupo) tão atraente pra mulherada.
        Beijos