Dia 168
18 de agosto de 2011 POR Jojo COMENTA AQUI!

Ontem eu passei o dia no Rio (já já explico o que andei fazendo por lá). Por isso, acabei ficando meio offline. Mas, gostaria de começar esse post falando sobre coisa séria.

Quem fuçou as redes sociais ontem sabe que o mundo da moda (pelo menos aqui em terras brazucas) não falou de outra coisa senão das chocantes notícias de utilização de trabalho escravo por parte de fornecedores diretamente ligados à fast fashion que empresta seu nome a este blog (notícias estas divulgadas ontem no programa A Liga da TV Bandeirantes – pra quem quiser ver o programa, basta clicar aqui). E é justamente por utilizar o nome da Zara que eu, não só quero, como sinto que tenho o dever de me manifestar sobre esse assunto.

Então, vamos lá. A primeira coisa que precisamos deixar claro é que, apesar do nome, este blog não tem relação comercial ou institucional nenhuma com a empresa Zara. Sim, eu fui uma consumidora assídua da marca. Gosto do estilo que a marca sempre imprimiu em suas coleções – uma moda, antes de mais nada, usável e comprável – e entendo que a Zara, assim como todas as outras fast-fashion, cumpre um papel essencial na democratização do consumo de moda. Mas o ponto aqui é que NADA justifica a violação das mais básicas leis trabalhistas.

Se a utilização de trabalho escravo é feita direta ou indiretamente (através de seus fornecedores), isso não importa. Como uma companhia de porte global, a leniência na escolha de seus fornecedores é tão condenável quanto a própria exploração em si. Uma empresa séria e ética deve ter um rígido controle sobre seus fornecedores e exigir deles uma postura igualmente séria e ética.

Eu, honestamente, espero que a Zara, assim como tantas outras empresas que já estiveram envolvidas em escândalos semelhantes, se dê conta de que, num mundo globalizado como o que vivemos, onde a disseminação da informação para milhões de pessoas está à distância de um clique, optar por baratear custos de uma forma absolutamente antiética e desumana pode acabar custando muito, muito caro.

Sim, nós queremos uma moda acessível. Mas não estamos dispostas a pagar qualquer preço por isso.

Bem, dito isso, eu acho que podemos prosseguir com o post de hoje explicando a razão da minha ida ao Rio ontem. Tão preparadas?

Para promover o lançamento de Fina Estampa (nova novela das 8), a Rede Globo convidou um time de blogueiras muito especial para ir até o Projac e conhecer toda a equipe de figurino da emissora. A idéia era mostrar pra mulherada internética como é o processo de desenvolvimento do figurino para os personagens de uma novela (nesse caso, para a novela Fina Estampa).

Eu que sempre MORRI de curiosidade de entrar no Projac não preciso falar que aceitei o convite imediatamente.

Antes de mais nada, vamos ao look escolhido para o dia entre as celebridades. Para montar o look pensei em algumas coisas:

1. Rio de Janeiro pede cores. (ainda mais com o sol que eu sabia que ía fazer por lá)
2. A ponte-aérea (ida e volta no mesmo dia) pede conforto
3. O dia intenso de andanças pelo Projac pede sapato baixo

Com isso em mente acabei optando por esse kaftan da Neon que é ultra versátil. Pra vocês terem idéia, na verdade, ele é longo (arrasta no chão) mas, com uns nozinhos na barra e um cinto, ele vira outro vestido.

Pra acompanhar, acessórios PB pra fazer o contraponto com as cores fortes da roupa.

Bem, chegando ao Projac, tivemos uma reunião com a equipe de figurino comandada pela Beth Filipecki. Mostraram roupas e mais roupas, acessórios e mais acessórios, feitos lá dentro do Projac ou garimpados aqui no Brasil e em outros países. Mas o mais legal foi perceber como o figurino tem um papel essencial para a construção do personagem. Assim como na nossa vida, em que a roupa cumpre um papel de dizer um pouco sobre a nossa personalidade, numa novela o figurino também deve cumprir esse papel de falar mais sobre quem é aquele personagem.

Bem, eu selecionei algumas das peças que me fizeram babar e fotografei pra dividir aqui com vocês:

O colar da primeira foto faz parte do figurino da Christiane Torloni que faz o papel de Tereza Cristina, uma ricaça da cabeça aos pés (e o figurino obviamente é a cara da riqueza. Luxo e glamour bombando – meu figurino preferido, claro).

A segunda e terceira foto são das caixinhas de acessórios. Cada personagem tem uma caixinha de acessórios só sua (e cada uma delas é uma caixinha de tesouros, diga-se de passagem).

O sapatinho meigo e a bolsa incrível (feita lá mesmo pela equipe de figurino do Projac) dispensam explicações. Foi amor a primeira vista.

Agora, pausa para a estrela do dia: colar Tom Binns IN-CRÍ-VEL do figurino da Teodora, personagem da Carolina Dieckman. BABEI.

(pra quem quiser entender um pouco melhor sobre como foi feito o figurino da novela, pode clicar aqui e ver a entrevista com a Beth)

Depois da manhã de figurino, a gente foi passear pelas cidades cenográficas onde são filmadas as novelas. Bem, basta dizer que você se sente mesmo teletransportado pra outro lugar, outras épocas. Na fotinho aí embaixo eu estou lá em Brogodó, a cidadezinha de Cordel Encantado.

E olha o que tá colado na parede das casas de Brogodó?

#todasprocura

Bem, seguindo o nosso passeio, fomos conhecer o arquivo de figurinos. Onde são guardadas absolutamente todas as roupas que já foram usadas em alguma produção da Globo. Pra mocinhas que gostam de brechó (como é o meu caso), imaginem o paraíso. Imaginaram? O arquivo da Globo é maior. Nunca ví tanta roupa junta.

Deu pra ter noção?

Bem, com isso, o dia chegou ao fim com chave de ouro.

Mas o mais legal de tudo isso foi finalmente conhecer algumas das blogueiras de moda lá do Rio. Fofas, estilosas e mega queridas. (depois posto foto com todas elas aqui)

Ufa! Post gigante. Mas é isso! Muita cosia pra falar num dia só!

Créditos de ontem:

Kaftan: Neon
Cinto: Shoestock
Sapato: Sollas
Bolsa: New Order
Óculos: www.bleudame.com