Dia 300
28 de dezembro de 2011 POR Jojo COMENTA AQUI!

Nem eu acredito. Na verdade, só me dei conta há dois dias atrás que o dia 300 estava ali, batendo na porta.

Acho que, no fundo, no fundo, eu andava meio relutante. Querendo e não querendo que ele chegasse. Querendo e não querendo admitir que a reta final desse desafio tá aí. É que sempre que chegam esses dias mais emblemáticos (tipo o “faltam 100”, ou agora o “dia 300”), não tem como não parar pra pensar em tudo o que aconteceu esse ano. Em tudo que a gente construiu juntos. Em como eu comecei esse ano uma doida, consumista varrida, eternamente insatisfeita com as coisas que tinha (sim, gente, porque quando a gente é consumista doida, a gente nem percebe que tem um trilhão de coisas bacanas, quantidade não importa, o que importa é ter sempre uma coisinha nova). E como hoje eu sou t ão feliz com o meu armário. Tão satisfeita com as coisas que eu tenho. E tão feliz de ter a oportunidade e o estímulo de fazer com que essas coisas rendam um milhão de combinações e essas combinações inspirem outras pessoas a também olharem para seus armários (e para suas vidas, por que não?) de um outro jeito.

Engraçado como a vida é. Desde que o blog começou, eu passei a receber um monte de informações bacanas. Tanto de vocês, que mandam vídeos, referências, notícias e um monte de outras coisas legais, quanto de gente bem próxima a mim.

Daí que, outro dia, eu descobri, que essa minha paixão por moda e essa minha veia exibicionista criativa tem nome e sobrenome. A responsabilidade por tudo isso vem do DNA premiado da minha avó Meri. Reza a lenda que ela já fotografava os looks dela desde que ela era uma jovem moçoila. Daí que, com a ajuda da querida Dadada, perfeccionista incorrigível e mãe dos meus hermanitos amados (sim, nossa família é complexa mas qual não é, né?), as fotos daquela época foram resgatadas e chegaram pra mim por email.

Quando ví as imagens quase caí pra trás. São registros praticamente diários de uma época em que iphones e máquinas digitais nem sonhavam em existir.

Dona Meri aparece sempre linda. Muita esbelta. Muito charmosa. E cheia, mas cheia mesmo de estilo. E digo mais. A maior parte das roupas ela que desenhava.  Tá bom?

Não contente com isso, quando a minha tia nasceu, a vovó começou a fazer roupas iguais pras duas. Mais um motivo pra continuar fotografando os looks por anos a fio.

E daí que, hoje, dia 300 deste blog que se propõe a registrar a minha saga de reinventar o meu próprio armário durante um ano, eu resolvi homenagear o DNA que, de certa forma, me fez chegar aqui. Até porque, olhando os looks da vovó, não tinha como não achar certas coisas tão parecidas com as coisas que eu uso hoje.

Mas teve um look que me fez piscar duas vezes pra ver se eu estava enxergando direito. Vamos ver se vocês também lembram de alguma coisa com esse look aqui:

Lembraram?

Bem, quem não lembrou, eu refresco a memória.

Sim, a famosa camisa listrada. Que até protagonizou uma semana só dela por aqui.

Pois bem, ela entrou no clima do verão e foi passear por Ipanema. Assim, protagonista, leve, clean. Assim como a da vovó. Dessas peças que são felizes em sua simplicidade. Dessas coisas que só o que é clássico por ser.

Mas, no fim das contas, a gente olha pro túnel do tempo e pensa: como fazer disso algo atual? Nessas, a gente pega emprestado o óculos da mãe só pra ter um pouquinho de cor em meio ao clássico PB da vovó. E, de repente, três gerações se encontram. Sim, no dia 300. Olha que coincidência feliz.

Tudo isso em Ipanema, onde também tudo começou. Tantos verões depois.

É isso, gente. 300 dias. Faltam 66. Vamo com tudo.

Créditos de ontem:

Maxi camisa: Urban Outfitters
Sapato: Sollas
Óculos: Ray Ban
Cinto: Marc by Marc Jacobs