Dia 341
13 de Fevereiro de 2012 POR Jojo COMENTA AQUI!

Hello, mulherada querida. Hoje é dia de botar o papo em dia. Vocês, sempre muito observadoras, notaram que o dia 341 ainda não tinha aparecido por aqui (lembram que a gente tinha tido probleminhas técnicos com a câmera?). Pois bem, como o tema deste blog é “tarda mas não falha”, eis aqui o dia que havia sido pulado.

E, como o look é basicamente auto-explicatório (sim, porque a essa altura do campeonato todo mundo já sabe que essa é a calça de rica e essa é o vestido que vira blusinha regata), vou focar no elemento novo do conjunto: os sapatos.

Bem, vamos à historinha desses dois pézinhos.

Era uma vez, uma moça que nunca tinha ido na Shoestock.

Um belo dia, quando essa mocinha ainda habitava o Rio de Janeiro, ela viajou a trabalho para o reino encantado das compras, mais conhecido como a cidade de São Paulo. Lá, uma amiga muito malvada apresentou à nossa protagonista esse paraíso dos sapatos chamado Shoestock. Foi então que a mocinha da nossa história perdeu completamente a compostura. Eram tantos modelos, tamanhos, cores que a mocinha, cega com a fartura de opções, acabou comprando bem mais do que devia.

Entre os sapatinhos que foram pra casa com a nossa heroína neste dia, estava esse parzinho de sapatilhas verde-àgua e nude com glitter dourado. Lindas, fofas, diferentes de todas as sapatilhas que ela já tinha visto. Mas, ao calcá-las, a mocinha percebeu que elas eram apertadas demais e certamente machucariam os seus pézinhos antes que eles pudessem chegar ao primeiro ponto de ônibus.

Cega de raiva por não poder usar seus sapatinhos novos, a mocinha os guardou no fundo da sapateira, onde eles ficaram por muuuuito tempo, abandonados e solitários, tendo somente um ao outro como companhia.

Mas, anos depois, o destino resolveu sorrir para esse par de amiguinhos. A mocinha, em meio a um período de abstinência de compras, fuçando nas profundezas de seu armário, deu de cara com os pobres coitados. Tamanho havia sido o tempo de clausura que já não se via mais o verde vistoso do verniz que agora era cinza opaco, coberto pela poeira.

Ao vê-los, a nossa mocinha sorriu e viu neles uma chance de usar algo novo, depois de tanto tempo de mesmices. Mas, ao colocá-los nos pés novamente ela se lembrou de como eram apertados.

No entanto, dessa vez, a mocinha não se conformou. Tirou a poeira do par e os levou diretamente ao sapateiro mais próximo a quem confidenciou o seu problema. O sapateiro, muito sábio, disse para a mocinha: “Esquenta não, minha filha, eu boto numa forma e ele alarga. Volta daqui a dois dias que tá tudo certo”. A mocinha sorriu um sorriso de esperança.

Dois dias depois, lá estava ela novamente. Cheia de ansiedade, ela recebeu, das mãos do sapateiro, uma sacola com o seu precioso par de sapatilhas. E não esperou chegar em casa. Na frente do balcão, arrancou o par de sapatos que calçava e experimentou os “novos”. E eles couberam perfeitamente.

FIM.

Tem história com final mais feliz?

Calça de rica: American Apparel
Vestido usado como blusa: Stella Mccartney para C&A
Cinto: brechó em Buenos Aires
Sapatilha: Shoestock