Toda viagem tem um fim. :-)
13 de setembro de 2012 POR Jojo COMENTA AQUI!

Parece brincadeira, mas a Lei de Murphy às vezes toma conta da nossa vida. Ontem botei todas as fotos de Madri no meu pen drive e levei pro trabalho pra postar. Chego aqui e a #@%* do pen drive não abre.

Mas, feitas as pazes com Murphy, cá estou eu pra contar as novidades da viagem.
Na verdade, antes queria recomendar um filmito (é que peguei uma sessão meio madrugadinha ontem e, sabem como é, coisa boa a gente gosta de compartilhar). Entonces, pra quem quer dar boas risadas e sair do cinema dando muito valor à vida, veja já Os Intocáveis.
Bem, agora vamos à Madrid.
Passei três dias na cidade e deu pra ver muita coisa e perceber muitas outras. A boa é que eu tenho um amigo brasileiro que tá morando lá há dois anos, ou seja, praticamente um local, que me deu todas as boas.
Primeiro ponto: tava um calor danado. Tipo fritando. E os Madrileños achando tudo muito fresco porque na semana anterior tava bem pior. E eu me sentindo no Rio, no verão, só que sem a praia. Mas o povo não é bobo nem nada. E, pra suprir a necessidade de colocar um biquininho nesse calor de rachar, o povo ía ao parque. Eu tive a sorte de ficar hospedada pertinho do Parque del Retiro. Uma espécie de Parque do Ibirapuera versão espanhola. Legal é que lá tem lago pro pessoal andar de barquinho e muitos gramados pra fazer piquenique, tomar um sorvete, ou simplesmente deitar sob o sol escaldante usando bem pouca roupa.
Segundo ponto: vale se hospedar ali pelo centro de Madrid. É a parte mais antiga da cidade, onde estão praticamente todos os pontos turísticos e você vai conseguir fazer tudo a pé. No primeiro dia comprei um passe do metrô e acabei usando super pouco. Porque a boa mesmo é cansar os pés enquanto se anda despretensiosamente. Vale dar um pulo em Chueca, bairro dos moderninhos, cheio de restaurantes e lojinhas e ir para Malasaña de noite pra quicar de um bar pro outro comendo tapas.
Lá por perto, na Gran Via, também estão todas as lojas gigantes que a gente ama e que vocês já estão cansadas de me ouvirem falar por aqui: H&M, Zara, Mango, Sephora. Aliás, dica de amiga, compre Zara na Espanha. Eu dei uma entradinha na Zara em Berlim e quase caí pra trás com os preços. Achei tudo caro, algumas coisas mais caras até do que no Brasil. Quando superei o trauma e entrei numa em Madri (essa mesmo que fica na Gran Via), me surpreendi com a variedade de peças enorme e os preços muito mais baixos.
Terceiro ponto: Madri é bem baixinha. Uma cidade praticamente plana com prédios de baixinhos de, sei lá, até 6 andares. Portanto, vale a pena subir em alguma das terrazas espalhadas pela cidade em prédios um pouco mais altos que a maioria. Vários hotéis tem restaurantes legais lá em cima e vários prédios públicos tem espaços abertos lá em cima justamente pra deixar o pessoal se deleitar com a vista.
E essa sou eu, de novo com o vestidinho de poá (eleito o preferido das férias) e o Manu (meu, já mencionado, guia local).
Quarta coisa: confesso que fiquei meio decepcionada com a qualidade gastronômica de Berlim. Não sei se foi falta de sorte minha ou se a comida não é realmente muito variada, mas não me impressionou. Daí, quando cheguei na Espanha, fiquei em estado de êxtase. A cultura de tapas (pequenas porções, como se fossem entradinhas) é um presente de Deus pra quem, como eu, curte experimentar de tudo no cardápio. Assim, como em Barcelona, Madri oferece uma experiência gastronômica incrível.
Recomendo especialmente o Mercado de San Miguel. Vai lá, toma uma cava ou um vinho branco numa das barraquinhas, daí vai pra outra, pede uns tapas bem diferentes. E fica dando repeat. Cava, tapas, cava, tapas. 
Pra café da manhã, um lugar gênio é o Mama Framboise. Sério, nunca comi tarteletes tão maravilhosos na minha vida. O de chocolate com framboesa é de ajoelhar e agradecer pela vida.
Por último, mas não menos importante, Madrid tem museus incríveis. Os que todo mundo me recomendou foram: 
– o Museu do Prado: é o maior museu de Madri e abriga um acervo enoooorme. Mas o foco dos caras é arte mais clássica, renascentista, com super influência da do auge da Igreja Católica na Espanha. 
– o Reina Sofia: também é bem grande, mas tem um foco muito maior num período um pouco mais recente da história da arte. Você vai encontrar um monte de cubistas e surrealistas. Meus preferidos? A coleção enorme de obras do Dalí e Guernica de Picasso que tem uma sala praticamente só pra ele.

Gente! Realmente faltou falar do Thyssen!!!  O Thyssen é incrível e fica ali bem do ladinho do Parque del Retiro. Uma coisa interessante é que, ao contrário da maior parte dos museus, o Thyssen é uma coleção privada.  Quem estiver por Barcelona agora, não deixa de aproveitar pra dar um pulinho lá e ver a expo temporária do Edward Hopper. É de chorar de emoção.

Bem, depois de três dias intensos em Madri, era hora de voltar pra casa. Com grande esforço, eu arrumei as malas e parti rumo ao Brasil. Agora, cá estou, já sentada na minha cadeira do trabalho.
Mas, antes de voltarmos à rotina normal de posts e looks do dia, queria demais agradecer a todas as pessoas que foram tão gentis e me mandaram dicas valiosíssimas de viagem. É por isso que eu amo esse espaço aqui. Um lugar pra gente trocar informações, se ajudar e passar conhecimentos adiante. Muito obrigada mesmo. Vocês fizeram das minhas férias, uma experiência muito mais legal!
Créditos do primeiro look:
Vestido: Topshop
Óculos: Asos
Créditos do segundo look:
Vestido: H&M
Camisa: Mango
Bolsa: Louloux
Óculos: Solaris