A enlouquecedora Tóquio e um pouquinho de moda
5 de junho de 2013 POR Jojo COMENTA AQUI!
Então, finalmente, chegamos na última perna da viagem.O Japão foi quase um bônus dessas férias, e que bônus. Na verdade, ele não estava nos planos originais, mas, por obra do destino e da ausência de vôos de volta do Sudeste Asiático pelo Smiles, fomos parar em Tóquio.

E o destino (e o Smiles) não poderiam ter sido mais felizes.

Tóquio é enlouquecedora. Quem viu Lost in Translation? Todo mundo? Então, tá. Tóquio é isso. Você não entende nada, mas se apaixona. A cidade te devora, mas você também devora ela, porque ela te convida a devorá-la em todos os seus detalhes, cada um mais curioso que o outro.

Pra vocês terem uma idéia, no primeiro dia que a gente tava por lá, começamos os trabalhos em Shimokita, um bairrinho afastado da rota mais turística, cheio de cafés fofos e brechós. Depois fomos pra Roppongi, o centrão comercial, cheio de prédios gigantescos. Lá, do alto do 54º andar do Mori Building, vimos o sol se pôr e a lua cheia aparecer. Acabamos o dia num restaurante por lá mesmo, nada demais. A gente tava só com fome e entrou. Mas, eis que, do nosso lado, no balcão de sushi, conhecemos três criaturas, ocidentais como nós: uma americana que morava no Havaí, um inglês que morava lá em Tóquio e uma inglesa que estava por lá de férias. Começamos a conversar. Galera gente boa. A inglesa tinha conhecido os outros dois naquele mesmo dia. Papo vai papo vem, no que eu me dei conta da hora, o dia estava clareando e a gente tava cantando “Ai se eu te pego” numa cabine de karaokê com mais um casal de poloneses empolgados (tipo Lost in Translation só que do mundo bizarro).

Tóquio é isso. Uma cidade que te dá a sensação de que pode ser tudo.

E vai dar pra perceber bem a mudança da Tailândia pra cá. Tóquio é cosmopolita. Nada é improviso. E isso convida a gente a se vestir à altura. Os looks “férias” saíram de cena e entraram looks que poderiam estar aqui, hoje, desfilando pelos asfaltos paulistanos.

Na verdade, eu poderia ter soltado bem mais a mão. Se tem uma palavra pra descrever a moda que ví por lá é criatividade. Não, não estou falando das Harajuku, aquelas meninas que se fantasiam de bonecas pra passear pelo bairro de mesmo nome, aos domingo. Nem da galera fazendo cosplay. Tô falando da mulherada na rua mesmo. Aquelas indo e voltando do trabalho, ou pedalando com os filhos, ou indo pra balada. Mesmo as mulheres “normais” esticam mais a cordinha da criatividade da moda do que a gente. Cansei de ver gente com calça jeans e vestido por cima, casacos com formas amplas, sobreposições que você nunca viu.

Mas eu fui com uma mala feita antes de entender tudo isso. Uma mala feita pensando na funcionalidade de um look urbano. Vocês vão perceber que os looks da fase Japão das férias tem um desafio claro: como sair de manhã preparada pro que der e vier ao longo do dia – de passear no parque a jantar num restaurante chique. Essa era a meta.

Vamos ao primeiro? Se a idéia é versatilidade, fuja dos mini comprimentos: pode ser ótimo pra andar durante o dia, mas não vai pegar bem no jantar. A alternativa ideal pode ser a saia longa. Ela é confortável pra andar pra cima e pra baixo e faz bonito durante a noite.

Outra novidade da fase nipônica da viagem? Batonzão. Como o clima da Tailândia era super quente, praia, etc, eu acabei deixando os batons mais escuros de lado. Mas, já que estamos em clima de metrópole, ele voltou com tudo.

Pra finalizar, maxi anel geométrico, porque não tem nada mais urbano e moderno do que geometria (pelo menos não na minha cabeça maluca).
Créditos:
Saia: H&M
Camisa: Zara
Óculos: Zero UV
Anel geométrico: B.Luxo
Anel pérola: presente do namo
Bolsa: Zara
Batom: Diva da MAC