Uma ode as compra de segunda mão
18 de setembro de 2013 POR Jojo COMENTA AQUI!
É com prazer que compartilho aqui a melhora significativa no meu estado físico (e mental) desde o meu último post. Palmas pra mim que fiquei o final de semana todo quietinha pra poder chegar toda saudável (ou quase isso) no trabalho na segunda-feira. Por que a gente não fica doente durante a semana e saudável no finde? É igual fazer sol durante a semana toda e chover no sábado.
Mas vamo falar de coisa boa, né?
Segunda-feira chego em casa e recebo, das mãos do porteiro, um pacotinho do Sedex. Dentro dele, um vestidinho que há muito tempo eu namoro. Vamos à história dele.
Quem acompanha o blog sabe do meu antigo caso de amor com a Maria Bonita Extra. Na verdade, um caso que já viveu momentos mais gloriosos, mais precisamente, na época em que eu morava no Rio e a Andrea Marques fazia estampas que faziam o coração saltar de alegria, dessas tão marcantes que até hoje eu consigo reconhecer na rua.
Pois bem, numa de suas coleções que eu não vou lembrar o ano porque eu já tô ficando véia e a gente começa a confundir as coisas, apareceu uma estampa linda de viver. Um animal print bem pop, cinza e preto com pontinhos verdes só pra dar uma alegrada. Eu passava todo dia na frente da loja e ficava admirando. Mas, na época, eu era estagiária e a Maria Bonita estava longe do que eu poderia chamar de meu budget. Só conseguia comprar uma pecinha ou outra quando a ponta de estoque entrava em liquidação.
A tal coleção passou e, quando chegou na Marcas e Cia, já não tinha mais vestido nenhum. Consegui arrematar um biquini da mesma estampa que eu usei tanto que perdeu a cor.
O tempo passou, a Andrea saiu da Maria Bonita e eu fiquei orfã das suas estampas lindas (apesar dela ter a marca dela, que é linda toda vida, os preços são ainda mais salgados do que os praticados pela Extra na época). E eu sempre me pego pensando em como adoraria ter vivido aquela época com um pouquinho mais de grana pra investir nessas peças lindas e eternas que eu ficava namorando nas vitrines.
Daí que, dia desses, tava passeando lá no Enjoei e resolvi digitar Maria Bonita Extra na barrinha de busca. E apareceu um monte de coisa. Umas mais novas, outras mais antigas. Fui rolando a página pra baixo e, de repente, vejo ele: o meu vestidinho de onça pop art de anos atrás. Todo lindo, com um corte super divertido, folgadinho, atual e perfeito pro dia a dia.

 

E aí tem duas coisas que eu queria dizer sobre isso tudo. A primeira é que essa é a coisa linda dessa história toda de poder comprar coisas de segunda mão. A pessoa que vendeu o tal dress já tava enjoada dele depois de anos de tê-lo no armário. E eu tô aqui dando pulinhos de alegria de, finalmente, ter um troço que achava que nunca mais ía encontrar. E ainda por um preço bem camarada.

A segunda é que roupa boa é roupa boa. E ela vai ser boa a vida toda, até quando você já estiver de saco cheio dela e quiser passar adiante. E isso vale pagar uma graninha a mais.  Investir em peças que tem qualidade e design pra durar muito tempo é inteligência purinha.

Por último, só falar do look, né? O vestido é fofo e foi tão fácil. Resolvi que todos os acessórios íam ter uma pegada mais rock: botinha com spikes, vários anéis numa mão, todos com detalhes pretos e um batom vermelho pra finalizar. That’s it.

 

Então, lição do dia do He Man: dá uma olhadinha aí nas suas roupas e vê que tesourinho você consegue passar adiante. Certeza que alguém por aí vai ficar bem feliz. 🙂

Créditos:

Vestido: Maria Bonita Extra no Enjoei
Anéis: Cada Qual
Pulseira: Ralph Lauren
Ankleboot: C&A