Santiago – dia 01
18 de novembro de 2013 POR Jojo COMENTA AQUI!
Quem andou acompanhando o Insta deste blog que vos fala (o @mourajo) já sabe que quinta-feira de manhã começou a minha maratona de 4 dias no Chile.Sim! Eu, que sou uma trabalhadora de jornada dupla deste Brasil varonil, achei que merecia um feriadinho com direito a freeshop e parti rumo aos Andes. Lembram que fui pra Santiago há três semanas à trabalho e mencionei que voltaria pra passear? Pois bem, voltei super bem acompanhada 🙂

Eu e o boy chegamos em Santiago na sexta e posso afirmar com toda certeza que não paramos desde então. A gente é daqueles viajantes psicopatas que quer fazer absolutamente tudo, sabe?

Então, como é muita coisa, vou contar um dia de cada vez, tá? Botar ordem nessa bagunça!

A começar pelo look. Vou falar uma coisa. Nas últimas viagens a trabalho, tenho sido excessivamente econômica nas minhas malas. Mas, dessa vez, resolvi que era uma viagem pra ficar gatinha e trouxe uma mala enorme (juro, era grande mesmo). Não costumo levar malas gigantes, mas confesso que não queria ter trabalho pra fazer tudo caber numa pequenininha e ainda queria que sobrasse espaço pra trazer uns vinhos :-).

Como sabia que o tempo ía estar quente, foquei nos vestidos e shortinhos com blusas. Nada de calças, nada de roupa chata. Nada de básicos. Era viagem pra se sentir linda, menina, bonita, princesa. E o look do primeiro dia foi a epítome de tudo isso: longo, esvoaçante, estampado e COM CHAPÉU.

Como diz a Katylene, um dia difícil para as inimigas (como não amar?).  A verdade é que eu tinha visto a Ana, que trabalha comigo, usando esse exato vestido semana passada e fiquei morrendo de vontade de botar o meu pra passear: foi direto pra mala e a primeira escolha pra desfilar por Santiago.

Acabou que caiu como uma luva: o dia tava lindo e fresco. Perfeito pra um longão levinho.

O chapéu foi desses luxos que quase nunca conseguem entrar numa mala pequenininha, mas, já que é tempo de malas grandes, fiz essa mini extravagância e arrastei o meu feltrinho até Santiago. Achei que ía combinar com o clima verão pero no mucho da cidade.

Por fim, acessórios básicos e tudo em preto. O combo vestido + chapéu já era info o suficiente. Desencavei dois acessórios daqueles que você ama, mas ficam escondidinhos, sabe? Um óculos que o meu melhor amigo me deu e uma satchel de verniz da H&M.

Último detalhe? O cabelo meio bagunçado numa trança, só pra não ficar bem bagunçado embaixo do chapéu. E ainda no clima fofo do dia.

Agora vamos ao roteiro do 1º dia?

Infos básicas:

Hotel: Ficamos em Providencia, num hotelzinho chamado Meridiano Sur Petit Hotel. Não sei se vocês já perceberam, mas eu prefiro sempre ficar em hotéis pequenininhos do que nas grandes redes. Acho eles mais aconchegantes e, na maior parte das vezes, o serviço é melhor. O pequenininho em questão é bem charmosinho, fofo, mas sem frufru. Decoração clean e quartos bem confortáveis. A única coisa que deixou a desejar foi o café da manhã que era bem pobrinho.

Transporte: Dá pra fazer praticamente tudo de metrô. Andamos pra cima e pra baixo. Basta comprar um cartão e colocar dinheirinhos nele que servem como crédito pra você andar (como o Bilhete Único daqui).

Moeda: 1 real = aproximadamente 200 pesos, ou seja sempre tira dois zeros do valor e divide por dois, aí você chega em quanto vale aquilo em reais (eu sou péssima de contas e isso me ajudou a fazer as conversões rapidinho.

Clima: de dia tá quente e de noite dá uma esfriadinha, portanto, vale a regra do casaquinho na bolsa.

TOUR DIA 1:

Tentativa do Cerro San Cristóbal: o Cerro San Cristóbal é o segundo morro mais alto de Santiago, mas, provavelmente, o que proporciona a melhor vista da cidade. Tentamos ir lá logo no primeiro dia, mas demos com a cara nos portões do parque. Tava rolando uma greve geral no país e todos os serviços públicos estavam fechados. Portanto, falaremos mais dele mais pra frente.

La Chascona: do ladinho do Cerro está a La Chascona, uma das casas de Pablo Neruda (ele tinha outra em Valparaíso e mais uma em Isla Negra, as três viraram uma Fundação que leva seu nome). Visitar a casa é um must do em Santiago. Primeiro porque ela é linda. Segundo porque, depois de ouvir o audio guia que conta a história do poeta e suas paixões, você fica com pena de não ter conhecido ele ao vivo.

Como Água para Chocolate: saímos da La Chascona e demos de cara com a Calle Constituicion, em Bellavista, onde está o restaurante Como Água para Chocolate, que absolutamente TODO MUNDO tinha falado pra a gente ir. Eu queria sentar do lado de fora pra aproveitar o dia, mas o boy é curioso e queria conhecer o restô por dentro. O ambiente é pitoresco, uma mistura de taberna com vila italiana que não me impressionou muito. Mas, quando a comida chegou, tive que dar o braço a torcer. Tomamos um pisco sour sensacional e um tartar de atum com salada de milho e abacate no pão de miga. Tava de chorar de deliciosidade.

Mercado Municipal: fomos andando de Bellavista até o centrão. O passeio é delicioso e nada cansativo. Tudo é muito perto e a cidade é cheia de parques super arborizados pra você não ficar andando no solzão. Daí você chega no Mercado Municipal dá de cara com todos os bichos do mar que se tem notícia à venda fresquinhos e ainda senta pra tomar um chopp e comer a famosa centolla, um caranguejo GIGANTE lá do Pacífico ali dentro no Donde Augusto.

Plaza de Armas: poucas quadras mais pra dentro do Centro fica a Plaza de Armas. Nela, está a Catedral Metropolitana, uma das igrejas mais bonitas que já entrei na vida. Vale a entrada. Ao lado dela está o Museu Histórico Nacional, um prédio bonito, mas que abriga um museu que não chega a impressionar.

Palacio de La Moneda: ainda tentamos dar um check it out no Palacio de La Moneda (palácio do governo do Chile), mas também estava fechado. 🙁

Centro Cultural Gabriela Mistral: já que não deu pra ir no Palácio, seguimos caminho até o Centro Cultural Gabriela Mistral, que abriga salas de exposições com acesso gratuito e salas de teatro. Foi lá que eu tirei as fotos do look de hoje com um grafite super bonito ao fundo, na parede do lado de fora do prédio. Aliás, o prédio por si só vale a visita.

Lastarria: Logos atrás do Gabriela Mistral, fica a Calle Lastarria, uma rua mega charmosa que, no final do dia, lota de gente pra fazer um happy hour nos bares charmosíssimos. É só escolher um que esteja fervendo mais e sentar numa mesinha na calçada ou num dos terraços abertos.

Astrid y Gaston + Peumayen: terminamos o dia com duas experiências gastronômicas. Na verdade era pra ser uma só e acabou virando duas. Eu tinha ouvido falar do restaurante peruano Astrid y Gaston e queria muito ir lá conhecer. Reservei com antecedência e, como só consegui horário às 20:00, sentamos pra jantar ainda com luz do dia. Achei o restaurante com cara de antigo e um pouco descuidado, mas tinha ouvido falar tão bem que ficamos e pedimos um vinho e uma entrada. O vinho foi sensacional, já a entrada.. Não, não estava ruim. Só não estava sensacional. E daí que pagar caro e não comer muito bem não era o plano.

Pedimos a conta e fomos terminar o jantar no Peumayen (lembra que mencionei ele no último post de Santiago?). Pois é, da última vez que vim, ele me deixou uma impressão tão boa que quis voltar com o boy. Tomamos um pisco, dividimos uma entrada e um prato e foi sensacional.

Tá bom pro primeiro dia? Voltamos pro hotel mortinhos da silva. Ainda bem que a cama era boa. 🙂

Créditos:

Vestido: Antix
Chapéu: American Apparel
Bolsa: H&M
Óculos: American Apparel
Sandalinha: C&A