Santiago – Dia 02
20 de novembro de 2013 POR Jojo COMENTA AQUI!
Incrivelmente, o segundo dia em Santiago foi ainda melhor que o primeiro.Sempre fico com a sensação de que o primeiro dia numa cidade é o dia que você usa pra conhecer o que tem que conhecer? Sabe aqueles pontos turísticos que todo mundo fala e que, se você não for, as pessoas vão te olhar com cara feia quando você volta pra casa? Tipo: você foi pro Rio e não foi no Cristo? Foi pra Paris e não subiu na Torre Eiffel?

Mas o segundo dia é o dia da liberdade. O dia que você vai conhecer as coisas que estão fora dos livros de turismo. Vai andar pelas ruas meio sem destino, olhar as pessoas

Acordamos no segundo dia de Santiago e pulamos o café da manhã meia boca do hotel, pegamos o metrô e saltamos na estação Santa Isabel. A Rua Santa Isabel é calma, algumas casas pequenas e muitas oficinas mecânicas. Definitivamente não parecia um lugar que, como turista, eu estaria passeando. Mas o mapa dizia que a gente tava no lugar certinho. Continuamos andando e, 5 quadras depois, chegamos na Rua Itália.

Daí que a Rua Itália parece uma mini Palermo, cheia de galerias pequenininhas com lojas de roupas e decoração e cafés hiper gracinha em meio a mini jardins de inverno. Cada uma que você entra parece cenário de filme de tanta fofura. Foi num desses cafés fofos que a gente sentou pra, finalmente, tomar café da manhã, mais precisamente, no Candelária. Ovo mexido daqueles no ponto perfeito e suco de framboesa de chorar de alegria. Aliás, tem suco de framboesa em tudo quanto é lugar no Chile.

Esse dia, a gente acabou não fotografando o look direito, mas acho que dá pra ter uma ideia, ne? Vestidinho preto estilo regatinha de seda bem levinho e um blaser florido também bem levinho. E só pra deixar a coisa mais divertida: um batonzão vermelho e óculos estampados pied de poule.

Voltando à Rua Itália, ou Barrio Itália, como é chamada essa área por lá. O lugar é muito legal pra comprar coisas pra casa. Tem desde de lojinhas super bacanas e modernetes com móveis novos até uma parte inteira da rua só com lojas que revendem e reformam móveis antigos.

Andamos e andamos embaixo do sol do meio dia e resolvemos que era hora de comer (ou, pelo menos, de tomar um pisco sour). Resolvemos comer no La Jardin, indicação da vendedora de uma das lojas que a gente entrou ali por perto. Segundo ela, era um lugar legal com um ambiente que parecia um canteiro de obras. Achamos curioso e fomos verificar: simplesmente o lugar mais legal de Santiago até então.

Tudo no restaurante era feito com algum material que parecia ter sido descartado por alguém ou encontrado no lixo mesmo. Parece bizarro, mas o resultado final era incrível.

Saímos de lá e fomos pro hotel largar as coisinhas que compramos pra casa (porque tava bem pesado). Esperamos o sol baixar um pouquinho e fomos até o Pueblito de los Domingo, um lugarzinho que costumava ser um convento e hoje abriga um centro de artesanato típico. Legalzinho de conhecer, porém não imperdível.

Mas a estrela do dia ainda estava por vir. Eu já tinha sido informada que Santiago é palco de um cenário gastronômico dos mais bacanas do mundo. Numa das minhas pesquisas por restaurantes bacanas pra ir por lá, me deparei com o Boragó. Tudo que eu lí falava sobre um restaurante criativo,  inspirado em ingredientes chilenos e que mudava constantemente de acordo com o que cada período do ano oferece para ter sempre os produtos mais frescos possível.

Não é barato. Mas vale cada centavo de peso chileno.  Não vou ficar falando demais porque nem precisa. Toma aqui o link que vale a pena.

Por hoje é só. Amanhã tem mais post de Santiago e, dessa vez, com mais fotos de look pra compensar. 🙂

Créditos:

Vestido: C&A
Blazer: Zara
Óculos: brechó na Augusta