Santiago – Dia 03
22 de novembro de 2013 POR Jojo COMENTA AQUI!
Depois da pausa de ontem, voltamos à programação normal de relembrar a viagem de Santiago. Na verdade, hoje fazemos o roteiro Chileno é variado.No terceiro dia de viagem, alugamos um carro e fomos dirigindo até Casablanca, a uma hora e pouquinho de Santiago, o vale que abriga algumas das melhores vinículas Chilenas. A visita à região é o tipo da coisa que não dá pra deixar de fazer, primeiro porque as vinículas são lindas, campos enormes desenhados em linhas que fazem as curvas dos morros, todas verdinhas com as folhas das videiras.

Segundo porque as casas grandes, sedes das vinículas, geralmente são construções lindas que, por si só valem a visita.

Por último, porque o vinho é bom e muito mais barato do que aqui.

Eu recomendo se programar com antecedência e reservar uma visita guiada em uma das vinículas. As visitas guiadas consistem em uma volta pela vinícula com um guia (dã) que te explica como é o processo de plantio, colheita e produção do vinho. Exato, desde a semente, passando pela uva, até chegar na garrafa. Depois das explicações, você ainda tem direito a uma degustação de uma seleção de vinhos da casa.

A gente acabou indo em duas vinículas. Não fizemos as visitas guiadas porque toma algum tempo e a gente queria ver muita coisa ao longo do dia. Primeiro demos um pulinho na Veramonte porque eu gosto muito dos vinhos brancos deles e depois fomos almoçar na Casas del Bosque, que várias pessoas tinham me indicado.

Realmente, as indicações valeram à pena. A Casas del Bosque é linda e tem um restaurante sensacional com varanda com vista para o campo. Olha a entrada dela aqui embaixo:

Foi lá também que eu fiz as fotos do look, em frente aos barris de carvalho. Queria uma coisa bem fresquinha e leve porque o dia tava lindo e quente, mas queria que fosse delicado e meio bucólico, pra combinar com as paisagens do dia. Ao mesmo tempo, queria que fosse moderninho e não ficasse com cara de menininha demais. Daí achei que um estilinho meio campestre, meio boho ía cair bem. E aí que ficou assim:

O formato de vestido blusado com marga longa folgadinha foi só o início do clima camponesa boho. Na verdade, aqui, mais do que nunca, foram os detalhes que fizeram a diferença. A faixinha no cabelo já tinha sido usada no casamento da Gabi (nas fotos do post não dá pra ver direito mas ele tava lá). Mas, nesse look, eu puxei a faixinha pra frente e usei a bichinha sobre a franja, o que deu um arzinho hippie fofo.

Saímos do nosso almoço na Casas del Bosque e seguimos na direção do mar. A ideia era terminar o dia em Valparaíso, uma cidade portuária a mais uma horinha e pouco de carro.

Tínhamos dado uma pesquisada antes de fechar o nosso roteiro e todo mundo tinha falado que Valparaíso era uma cidade meio feiosa e que não valia à pena o esforço pra conhecer. Mas teve um artigo do Ricardo Freire (conhece ele? Autor do Viaje na Viagem, blog que eu SEMPRE consulto antes de viajar) que nos fez contrariar todo mundo e ir até lá ver com nossos próprios olhos o que Valparaíso tinha pra oferecer. E a gente nãõ˜podia ter ouvido fonte melhor.

Não vou tentar competir com o Ricardo Freire porque ele sabe tudo de viagem e sempre dá dicas ótimas. O que posso dizer é que seguimos ipsis litteris tudo o que ele falou pra fazer.

Na verdade, antes de seguirmos as dicas do Freire, fomos direto pra casa do Pablo Neruda lá de Valparaíso, a La Sebastiana (lembram que eu falei dela no Santiago Dia 01?). Ela fica lááááá na parte alta da cidade, e tem uma vista linda do porto.

Do lado de fora, tem um banco com a imagem do poeta pra você sentar e sentir que está conversando com ele. Olha eu batendo um papo com o cara:

A essa altura já tava tão descabelada que tirei a faixinha e prendi o cabelo. Juro que não consigo compreender essas pessoas que conseguem se manter lindas o dia inteiro. #invejaprofunda Eu sou dessas que vai desmontando ao longo do dia, fico suada, o cabelo fica maluco, tiro os acessórios.

Bem, mas voltando ao texto do Ricardo Freire, saímos da La Sebastiana e partimos em direção aos Cerros Alegre e Concepción. O dia tava cinza e meio frio, mas perfeito pra subir e descer as ladeiras da região.

O que descobrimos andando apé pelas vielas foram lojinhas charmosas, cafés fofíssimos (como o Amor Porteño Heladeria & Cafeteria que tem um chocolate quente de tomar ajoelhado – é o café da placa da foto abaixo, fofo né?) e restaurantes deliciosos (a gente jantou no restô que o RC indica na matéria, o Pasta & Vino – eu comi um gnochi de beringela que tava uma coisa de louco).

Mas o mais bonito mesmo é a arquitetura maluca que começa nas casas de zinco coloridas mas que passa por predinhos de um monte de estilos até hotéis e restaurantes mais moderninhos com terraços lindos de viver, tudo com vista ladeira abaixo até chegar no mar.

Acabamos passando a noite lá em Valparaíso pra conseguir jantar lá com calma e conseguir ver o anoitecer e valeu super à pena também porque a vista de cima do Cerro Concepción à noite é linda e os terraços viram bares animados e deliciosos de tomar um drink depois do jantar (o Brighton, abaixo, é um deles).

Ate que tentamos ficar no Cirillo Armstrong, o hotel indicado na matéria, mas ele estava cheio. Eles indicaram um outro, ali pertinho, chamado MM450 Hostel. É uma casa bonita com uma área interna bem charmosa e quartos de vários tamanhos. Alguns com banheiro privativo, outros com banheiro compartilhado, tipo hostel mesmo.

Nosso quarto era legal, mas, pelo preço, algumas coisas me incomodaram um pouco. No meio do banho, a água quente acabava e você tinha que esperar um pouco no frio até ela esquentar de novo. Outra coisa é que tinha uma janelinha no quarto, em cima da porta, que não tinha cortina, então, de manhã cedo, o quarto ficava todo claro. É o preço que se paga por não ter se planejado pra passar a noite e ter que arrumar um quarto em cima da hora.

De resto, Valparaíso foi só boas surpresas. Eu recomendo demais.

Créditos:

Vestido: Emme
Sandália: Arezzo
Bolsa: Asos
Óculos: ZeroUV
Faixinha: Accessorize