Morro de São Paulo, meu amor
21 de Maio de 2014 POR Jojo COMENTA AQUI!
Eu fico muito feliz em constatar que os fins de semana sem look estão se proliferando. A primeira vez que falamos dos finais de semana sem look foi na viagem lá pra Governador Celso Ramos. Depois, mais recentemente, teve a ida deliciosa pra Chapada dos Veadeiros. Pois bem, pode botar mais um na conta.Quem acompanha o @mourajo no Instagram (cê não acompanha? depois de todas as vezes que eu falei do Insta aqui? não creio! achei que a gente fosse amigo/culega/cumpadi/parceiro… ah, vai, segue lá. custa nada) já sabe que eu passei o finde passado em Morro de São Paulo, uma vila bem charmosa localizada na Ilha de Tinharé, a aproximadamente 270km ao sul de Salvador – BA.

Na verdade, a ideia inicial era passar um final de semana normal em Salvador, comendo acarajé e visitando os amigos. Mas, semanas antes, o boy veio com essa ideia de ir pra Morro. Ele não conhecia e, como a gente vai bastante pra Salvador porque eu sou de lá, queria tentar ir para um lugar novo. Desejo feito, desejo realizado. Aqui o esquema é tipo gênio da lâmpada. Chegamos em Salvador na sexta à noite e, sábado de manhã, já estávamos embarcando no catamarã a caminho de Morro.

Resumo da história: Foi só um dia e meio, mas foi uma delícia e, mesmo com o tempo meio estranho (essa época chove muito por lá), a gente descansou e se divertiu muito e o namo ainda conseguiu sair de lá com a testa e o nariz vermelhos do mormaço.

Portanto, já que é #findesemlook resolvi fazer um post com as dicas pra aproveitar Morro ao máximo, mesmo num esquema tão corrido. Seguem abaixo:

TRANSPORTE:

Melhor jeito de chegar na Ilha, sem dúvida pelo mar, num catamarã.  Ele sai do terminal na frente do mercado modelo e chega, duas horas e pouco depois, lá no píer de Morro. Duas empresas operam o trecho: a Biotur e a Ilha Bela. O ideal pra quem, como eu, vai passar pouco tempo é pegar o catamarã das 9 da manhã. A gente foi no das 9 e voltou no dia seguinte no das 3 da tarde.

Para uma alternativa mais barata, também dá pra ir de ferryboat até Itaparica, depois pegar um busão até  Valença e, depois, uma lanchinha até Morro. Mais detalhes aqui (o Ricardo Freire conta melhor do que eu).

A última alternativa é ir de aviãozinho. Eu não tenho muita experiência nessa praia, primeiro porque odeio aviões pequenos, tenho pavor de entrar em um, segundo porque as passagens ficam em torno de 400 reais e a economia de tempo não é tão grande assim (o avião chega em meia hora e o catamarã em duas). Desses luxos que, pra mim, não fazem sentido algum.

HOSPEDAGEM:

Tem um monte de pousada legal pra ficar em Morro. O legal, pra quem quer transitar pela vila é ficar ali por perto (a Quarta Praia já fica meio fora de mão). A gente ficou na Segunda Praia, que é bem no meio da história toda, pertinho de tudo. Só tem que ficar de olho pra não ficar num lugar muito perto da muvuca pra não ficar com insônia ouvindo música alta a noite toda.

A Villa dos Graffitis, nossa eleita da vez, é muito bacana. Ela fica no fundinho da Segunda Praia. Não tem vista pro mar, mas isso acaba sendo uma vantagem: barateia o custo da diária e ainda te tira do circuito da música alta. Os quartos são bacanas (ar condicionado, chuveiro quente e cama gostosa, check), a área de lazer é linda, jardim lindo, piscina charmosa e mesa de sinuca grandona pros dias chuvosos, e, como o nome já diz, as paredes grafitadas dão um clima todo moderninho e descontraído pro lugar.

PRAIAS:

Em dois dias não dá pra conhecer tudo, tudinho. Mas, como a vila é pequena, dá pra ter uma boa noção. As praias em Morro são organizadas por numeração: Primeira Praia é a que fica mais pertinho do Farol. Segunda Praia é a logo ao lado e assim suscesivamente até a Quinta Praia (também conhecida como Praia do Encanto). Cada praia tem uma personalidade bem forte. Vamos a elas:

Primeira Praia: não é a mais bonita, nem a mais legal, nem a mais badalada, mas é lá que fica a aterrissagem da Tiroleza (falo dela já já).

Segunda Praia: é lugar mais da badalação mesmo. É mais cheia, mas tem muitas opções de serviço, restaurantes na areia e boas espreguiçadeiras pra quem curte uma praia com conforto. Música alta dia e noite.

Terceira Praia: é a praia com mais opções de esporte e passeios turísticos. O lugar ideal para fazer stand up ou alugar um caiaque e ir até o banco de areia que fica logo ali na frente.

Quarta Praia: é a praia das piscinas naturais. O ideal é chegar lá com a maré baixa, aproveitar as piscinas cheias de peixinhos e depois almoçar no Restaurante das Piscinas que fica logo ali na frente e é o meu preferido.

Quinta Praia: tem que ter fôlego. Ela é bem mais afastada do centro e, por isso, é bem vazia. Se a animação pra andar não for grande, dá pra alugar bicicletas na vila ou até contratar um passeio a cavalo pra chegar lá.

TEM QUE FAZER:

Pôr do sol no Farol:
Morro de São Paulo se chama Morro de São Paulo porque tem um morro (dã). Em cima dele, fica o farol que virou símbolo da cidade. A subida pra chegar lá é meio puxada, mas vale à pena. A melhor coisa é subir lá pro final do dia (até porque fica menos quente), uma horinha antes do pôr do sol e aproveitar pra dar uma descansada lá em cima, vendo o sol sumir lá no horizonte.

 

Descida de Tiroleza:
Eu tenho pavor de altura. Mas alguém, que eu não vou dizer o nome, praticamente me empurrou de lá de cima. A história é assim: lá em cima do morro, no mesmo lugar onde tem o farol, tem uma tiroleza que começa lá e termina lá na primeira praia (lembram que falei lá em cima?). É bem alto (pelo menos pros meus padrões), mas cê chega lá em cima e vê gente de todas as idades descendo e acaba ganhando um tiquinho de coragem pra descer também. Eu não vou dizer que me diverti porque gritei tanto o caminho todo que não deu exatamente pra aproveitar. Mas valeu super à pena.

GASTRONOMIA:

– Moqueca de camarão com polvo no Restaurante Piscina. É o primeiro restaurante da Quarta Praia, bem na frente das piscinas. 1/2 dá pra duas pessoas tranquilamente. Ah, aproveita e pede uma roska de cajá, como os baianos chamam a caipirinha com vodka.

Caipirinha no cacau:
Chega o finalzinho do dia e começam a surgir do chão barraquinhas de caipirinhas em todos os lugares. O mais legal é que elas ficam bem lindas porque os caras montam umas mesas com tudo quanto é´tipo de fruta, tudo coloridão, tudo suculento. Daí tinha achado bem engraçado que, em todas elas, tinha cacau. Sei lá, né? Eu nunca tinha visto caipirinha de cacau. Pois é. Os caras não só fazem a roska de cacau, como eles fazem a bichinha dentro do próprio cacau.

Pronto? Tá bom pra um fim de semana, né?

Cê tem mais dicas de Morro? Conta pra gente!

E amanhã voltamos à programação normal de looks paulistas 😉