Um vestido com pernas
19 de agosto de 2014 POR Jojo COMENTA AQUI!
Eu tenho uma tara estranha por macacões. Não estou falando de macacos grandes, obviamente. Nem, das jardineiras jeans que bombaram na década de 80 e, desde o verão do ano passado, todas as vitrines das lojas e editoriais das revistas falam que a gente tem-que-ter.Estou falando de peças que, apesar de terem esse modelito parte-de-cima-que-junta-com-parte-de-baixo, passam longe da informalidade do que a gente considerava macacão lá na minha época de infância.

A verdade é que, talvez, os anos 80 tenham sido a única época quando o macacão era realmente popular. E, talvez, exatamente por isso, muita gente ainda guarde consigo um certo preconceito, fruto de uma visão muito restrita do que pode vir a ser um macacão.

Pois estamos aqui hoje para desmistificar o macacão.

Ainda hoje, achar um macacão por aí não é tarefa fácil. E acho que deve ser por essa falta de popularidade que eu gosto tanto deles. É tão raro ver gente na rua usando, que, quando eu me deparo com algum, me sinto na obrigação de olhar com carinho e experimentar.

E, nessa minha trajetória de anos buscando macacões diferentes e bonitões, me deparei com muita coisa linda. Mas, mais do que isso, entendi que macacão nada mais é do que um vestido que cresceu pernas. E, tal qual um vestido, ele pode ser de tudo o que é jeito: chique ou despojado, estampado ou minimalista, brilhoso ou discreto.

Basta ficar atenta pra achar um que vai ser a sua cara. Bem, hoje vamos falar de um que achei a minha.

Pra começar, queria falar do modelo dele, que foi a primeira coisa que me encantou. Uma sub-tara bem recente da minha tara de macacões é a minha tara por macacões com aquela modelagem meio mecânico, sabe? Folgadinho, com manga curta, vários bolsos. Bem, esse era assim. Mas não pára por aí.

O mais legal é que, apesar da modelagem meio masculina, ele tinha a estampa mais doce do mundo. Com um fundo numa cor entre marrom e camelo (não sou boa com nomes de cores alguém me ajuda?), o tal macacão era salpicado por flores rabiscadas em preto, com detalhes delicadamente pintados de rosa e branco. Lindo, singelo e super diferente.

Como a modelagem era largona e eu não queria ficar parecendo muito largada, resolvi incluir, na composição, um cinto bem fininho marrom que quase se camuflou no fundo da estampa. O look já tinha muita informaçao (da cabeça aos pés estampada não é exatamente o que podemos chamar de minimalista), então, a ideia era só marcar a cintura e deixar a coisa o mais discreta possível.

Pra fechar essa história, e, já que estamos ousando no look, achei melhor apostar em acessórios clássicos: sapato preto e a bolsa vintage mais linda a habitar o meu armário.

Ah! E teve o turbante, né? Mas isso já tá virando básico por aqui 🙂

Créditos:

Macacão: Andrea Marques
Cinto: H&M
Bolsa: brechó em Buenos Aires
Sapato: Arezzo
Turbante: Urban Outfitters