A saia que me representa
1 de outubro de 2014 POR Jojo COMENTA AQUI!
Eu acredito que tem roupas do nosso armário que representam fases na vida da gente.É difícil colocar em palavras as razões pelas quais você se identifica com uma roupa em determinado momento da vida. A verdade é que a gente muitas vezes confunde se identificar com se apaixonar. Claro, tem aquela roupa que você se apaixona na hora que vê na vitrine. Mas paixão tem prazo de validade e, via de regra, depois de alguns usos, ela vai embora.

Identificação é diferente. É menos arrebatadora. É menos impulsiva. Você chega na loja, vê uma peça e compra porque achou interessante, bonita, útil. Porque identificação vem com o tempo. Com a construção de uma relação com aquela peça.  Você compra porque gostou. Mas você se identifica depois do uso. Depois de vários usos.

Essa é a beleza de usar as coisas várias vezes. A gente acaba se entendendo. Entendendo como aquela peça funciona a nosso favor, como ela combina com as outras, como ela combina com a nossa vida. E o legal é que, quanto mais você usa, mais se identifica.

Portanto, depois de muitos usos e aparições no blog, venho aqui declarar que a peça que mais fala desse meu momento de vida e tentar explicar por que.

Ela teve seu debut aqui no blog há quase dois meses. Um debut um tanto conturbado (quem lembra?). Mas, mesmo assim, ela não se escondeu e só aqui no blog, a bichinha já apareceu quatro vezes. Pensa aí, aposto que todo mundo tem algum amigo que não viu tanto nesses últimos dois meses quanto eu ví a saiota branca.

Mas vamos ao que interessa. Depois de cuidadosa análise, eu entendi. Tem uma hora na vida que a gente coloca as prioridades no lugar delas. A gente reavalia as pessoas que estão do seu lado, reavalia trabalho, reavalia as nossas metas na vida. Não sei se foi a virada dos 30, ou a mudança de trabalho, ou o casamento chegando. Talvez todas essas coisas juntas. Mas a verdade é que, hoje, muito mais do que há 3 anos (ou 6 meses) atrás, eu estou buscando a beleza da simplicidade. O tal menos é mais, não só no armário como na vida.

Acho que essa saia diz isso. Branca, reta, sem firulas. Mas leve e ultra elegante. Tudo do alto da sua simplicidade.

Hoje, o papo é muito mais sobre o significado dela do que sobre um look. Mas acaba sendo, também, mais uma oportunidade de mostrar como ela consegue combinar com tudo e se adaptar a tantas ocasiões, que, aliás, conversa diretamente com esse papo de simplicidade.

Eu tinha amado (repito em caps e separando sílabas: A-MA-DO) aquele look todo branco com a camisa social com um nó na cintura. Tanto que resolvi testar a mesma ideia com a camisa xadrez velha de guerra e que também não aparecia aqui há tempos. Por cima, aproveitei pra jogar uma jaquetinha jeans por cima dos ombros (agora virou moda usar assim, né?). Confesso, o casaquinho em cima dos ombros durou o tempo da foto (não fui feita pra ser blogger, realmente, ô jeitinho difícil de usar casaco), mas achei lindo e levei a jaqueta pro trabalho pro caso do friozinho apertar.

Por último, escolhi o escarpin amarelinho (já meio gasto, mas lindo mesmo assim) e a bolsa redonda marrom. O primeiro serviu pra inserir um ponto de cor diferente e o outro para trazer um ar inusitado pro look através da forma da bolsa.

Bem, por hoje é só.

Ufa! Faz bem isso. Então, deixo aqui o desafio pra vocês. Qual a peça que representa o seu momento? Conta pra gente. Vamos nos inspirar em conjunto. 🙂

Créditos:

Saia: Zara
Camisa: Mango
Jaqueta: Topshop
Sapato: Arezzo
Bolsa: Marc by Marc Jacobs
Óculos: Zara