O dia do primeiro “sim”
27 de outubro de 2014 POR Jojo COMENTA AQUI!
Quando eu acordei no sábado de manhã, ele parecia um dia nublado como qualquer outro.Os meus pais estavam lá em casa e eu botei um short e um chinelo e fui com eles tomar café na padaria da esquina. Comi um misto e tomei um suco. A gente bateu papo, riu e voltou à pé pra casa.

Eram 9:30 quando eu fui tomar um banho. E 10:30 quando acabei de me arrumar. Uma hora certinho. O mesmo tempo que eu levo pra me arrumar todos os dias pra ir pro trabalho.

A maquiagem era a mais simples do mundo. Nada de olho de gato, nem batom vermelho. O cabelo preso fui eu que fiz. Aquele mesmo que eu sempre faço. Em 15 minutos, na frente do espelho do banheiro, ele tava pronto.

A roupa nem era nova. Falei que só ia gastar no vestido de noiva e sábado ainda não era o dia dele. Então, olhei pra dentro do armário e procurei por coisas brancas. Queria que fosse fresco, descontraído e nada clássico. Encontrei, no meu macacão branquinho, a conjunção de todos esses fatores.

Eu não tava me sentindo “noiva”. Pra mim, o cartório era só uma formalidade que a gente tinha que cumprir. Então, já que não era dia de noiva, resolvi brincar com os acessórios. Pensa num brinco que você jamais veria numa noiva. Pois é.

Sim, é uam lagosta. Com uma concha. Como o macacão tomara que caia era super minimalista. Eu queria um brincão bem diferente. Encontrei, dentro de um saquinho no armário, esse da Dolores Iguacel (quem conhece ela? estou in love com os acessórios da moça) que eu ganhei e nunca usei. E, já que a roupa não era nova, ele acabou virando o meu “something new” do dia.

No fim das contas, o brinco acabou sendo meu elemento preferido do look todo, especialmente pelo fato dele me lembrar que, em breve, logo ali em fevereiro, a gente vai estar vivendo a festa oficial em clima praiano lá em Búzios (sim, vai ser lá! já falei por aqui?).

Bem, voltemos ao cartório. Saí de casa às 10:40. Chegamos com 15 minutinhos de antecedência e ficamos observando outros casais entrarem na salinha com suas famílias e saírem ao som de palmas animadas. A gente estava com a nossa: mães, pai, padrasto, irmãos (não todos, mas bem representados).

Entramos às 11:10. A juiza na nossa frente já estava com todos os documentos a postos. A coisa toda durou 5 minutos, contando com as assinaturas. Falando assim, tem coisa mais simples do que isso? Entrar, dizer sim, assinar e ir embora.

Quando eu acordei de manhã, eu achei que era só isso mesmo. Mas dizer sim pra ele e assinar meu nome num papel, dentro de uma sala sem graça, num cartório sem graça, foi das coisas mais emocionantes da minha vida.

O bom é que a emoção se estendeu durante toda a tarde num almoço simples, porém animado e cheio de amigos e amor.

E eu passei o resto do fim de semana querendo dar fast forward no tempo pra fevereiro chegar logo e a gente viver tudo isso de novo. A boa notícia é que, até lá, a gente pode celebrar o amor todos os dias. 🙂

Créditos:

Macacão: Andrea Marques
Brincos: Dolores Iguacel
Sapatos: Zara