A noiva do Reveillon
7 de Janeiro de 2015 POR Jojo COMENTA AQUI!
E aí, minha gente? Ano novo foi bom? Todo mundo de volta pra vida? Pois é, eu também demorei pra conseguir tirar o pezinho que tinha ficado lá no recesso de final de ano. Nem a Sexta Casamenteira consegui botar no ar na semana passada, tamanha era a minha preguiça. Mas, cá estou eu de volta.Acabou que, no último dia do ano, eu me animei tanto que nem deu tempo de postar por aqui o look que me acompanhou na virada. Então, depois de um pequeno delay, hoje a gente tira esse atraso aí.

A verdade é que esse é um ano que eu acho que vai ser especial demais. Não só porque ele vai ser palco do que eu imagino ser um dos dias mais legais da minha vida (lá em 28 de fevereiro), mas porque ele deve vir acompanhado de muitas mudanças que já estão em curso (e eu conto mais pra frente porque gosto de fazer mistério). E, como eu acho que roupa diz muito sobre a gente, o nosso humor, o nosso momento, eu queria que a roupa dessa virada fosse super especial. E essa é.

Eu encontrei ela lá em Buenos Aires, muito sem querer, numa arara de vestidos de noiva vintage. A noiva aqui, tarada por roupa velha, não se aguentou e foi bisbilhotar pra ver se encontrava algum que lhe apetecesse e ainda fosse bom de bolso. Acho coisa chique demais casar com vestido vintage. Eu tinha visto um montão de vestidos de noiva antes e não tinha gostado muito de nada. Eis que na primeira futucada na tal arara, me aparece essa coisa rendada com cara de baiana linda de viver.

Vesti. E vintage tem essas coisas, numeração é coisa que não existe. Ou cabe ou esquece. Coube. Lindamente. Pronto, embrulha aí que é meu. O vestido de noiva mais barato de que se tem notícia.

Voltei pra casa, experimentei de novo. E de novo. E continuei achando lindo, mas cheguei à conclusão de que ele não era “noiva” o suficiente pra mim. Guardei o bichinho no armário e continuei a minha busca. Foi nessas que conheci a Fafi, me apaixonei pelo estilo dela e desenhamos, juntas, o meu vestido dos sonhos (amanhã tem a última prova! ui!).

Bem, como era de se imaginar, o desemprego do vestido de baiana não durou muito. Rapidamente cheguei à conclusão de que a sua função era dar boas vindas ao ano que promete mudar a minha vida. Um alô 2015, com cara de praia, Rio e Yemanjá. Tudo o que eu mais precisava nesse Reveillon.

Passamos a virada juntinhos, eu, o vestido rendado baiano-argentino, o noivo, a minha mãe e o meu pai, vendo os fogos de Copacabana. O futuro maridão nunca tinha visto e eu fiz questão de arrastar ele até lá. Falei pra ele que quero um ano de estréias: estréia nos fogos, na vida de casados e em tantas outras aventuras que a gente quer viver.

Bem, mudamos um pouquinho o projeto. Seis meses e dois vestidos de noiva. Mas o intuito continua o mesmo. Economia pro casório ser inesquecível!

O mais engraçado é que fomos fotografar esse look Reveillon hoje na praia e, quando a gente tava voltando, passamos por uma família e a menininha que estava com a mãe gritou: “Mããe, parece uma noiva!”. Sorri e, por pouco, não respondi: “Pois é, amiguinha. Me aguarde.” 😉

De novo, bom 2015 pra vocês! E vamo começar logo esse ano que ele promete!

Créditos:
Vestido: brechó em San Telmo – Buenos Aires
Sapato: Schutz
Óculos: Ray Ban