O complexo quebra-cabeça do look noiva
12 de Março de 2015 POR Jojo COMENTA AQUI!
Queria começar este segundo post sobre o casamento agradecendo pelas centenas de mensagens que recebi de vocês desde que ele aconteceu. Muito obrigada por essa tonelada de carinho que recebi nas últimas semanas. Vocês não fazem ideia de como isso fez com que esse momento se tornasse ainda mais especial pra mim.
Dito isso, vamos ao look!
Tem gente que já sabe, desde pequenininha, como vai ser o vestido de casamento. Eu, definitivamente, não sou uma dessas pessoas.
A Fafi que o diga. Quando cheguei lá pela primeira vez pra conversar com ela, eu tava tão perdida que não sei como ela não desistiu. Eu tinha experimentado algumas coisas em outras lojas, mas nada tinha me encantado. Pelo contrário, saí de cada uma delas sabendo mais sobre o que eu não queria no vestido. E foi isso que compartilhei com a Fafi nesse nosso primeiro encontro.
“Não quero renda.”
“Nenhuma?”
“Não, não quero nada rendado.”
“Jura, Jô? Nem uns detalhes?”
“Não, nem uns detalhes. E não quero tomara que caia também.”
Falamos sobre laços, tule, seda, decotes, saia princesa, saia sereia. E eu ia falando e ela ia desenhando. Como eu sou ruim de visualizar as coisas, juntamos os desenhos com o Pinterest e, com uma paciência de Jó, ela foi procurando foto por foto que pudesse ajudar a ilustrar cada detalhe do vestido.
Eu queria que ele fosse simples. Sem frufru. E clássico com um twist.
Não dava pra ser muito princesa porque era um casamento na praia, no fim da tarde. Mas eu queria que tivesse cara de vestido de noiva. Que todo mundo batesse o olho e entendesse.
A primeira decisão concreta foi que ele teria um decote nas costas. Eu não sou muito de decotes na frente (ainda mais pra casar), mas gosto das minhas costas e acho que um decote ficaria bonito nas fotos do altar (em que a gente sempre aparece de costas). A outra é que a alça seria uma alça mais grossinha. Eu tenho ombros largos e sempre acho que vestidos de alcinha deixam eles mais largos ainda.
A partir da decisão da alça mais grossinha, chegamos na gola canoa, uma coisa que eu já tinha visto em vestidos de noiva e achava podre de chique.
Com tudo isso decidido, foi a Fafi que falou:
“Jô, já que não vai ter renda, posso colocar um laço? Pra dar mais feminidade, mais doçura.”
“Pode, mas tem que ser O laço.”
Agora, vai falar isso pra uma estilista de casamento! A pessoa se sente desafiada! Pois bem. Ela foi lá e fez o laço. De 3 metros. E foi esse laço, gigante, desconstruído e lindo, que quase me matou do coração. A cereja do meu bolo.
A frente dele era bem simples. Seda offwhite, com o corpete todo estruturadinho e a saia nem muito farta, nem muito seca. Simplesmente na medida pra fazer uma noiva se sentir uma princesa no seu casamento no fim da tarde.
(o post tá cheio de foto do dia do casório, mas achei que valia incluir uma foto que a Fafi tirou de mim na nossa última prova e, pra mim, é a que mostra melhor o que era o vestido)
Mas o vestido é só uma parte (ok, a mais importante…) dessa história. Não podemos esquecer dos  acessórios, cabelo, maquiagem. E a gente quer que seja tudo especial.
O sapato, eu confesso, já tinha escolhido muito antes do vestido.  Conheci o trabalho da Juliana Bicudo pelo Instagram e me apaixonei. Jurei que, quando casasse, eu andaria até o altar num modelo que já virou um clássico dela: eu azul clarinho de couro que parece feito de pétalas na frente.

Sobre jóias, eu também não tive muita dúvida (pelo visto, elas ficaram todas em cima do vestido mesmo). Queria coisa pouca, pequena, singela. Usei brincos de pérolas pequenininhos, pra combinar com o offwhite do vestido. E, nas mãos, minha aliança de noivado e o meu anel fininho que eu amo e uso todos os dias. E só. Que noiva já brilha sozinha sem muito balangandã.

Aí tinha maquiagem e cabelo e adereço! Agora imagina ter que decidir tudo isso separadamente. Ter que escolher cada peça do quebra cabeça sabendo que você só vai conseguir montar tudo no dia.
Eu sabia que não queria usar véu, mas fiquei com tanta dúvida sobre o que colocar na cabeça que comprei dois adereços diferentes. Como o vestido era super simples na frente e com um mega impacto atrás, eu queria um adereço que ficasse na parte da frente da cabeça, pra causar um impacto no look na frente também. Além disso, achei que faltava um toque mais praiano pro look. E foi aí que surgiu a ideia das flores. Duas orquídeas feitas com o mesmo tecido do vestido, pra não ter surpresa na hora de montar o quebra-cabeça.
A make foi leve. Falei pra Andrea (Alencar, que me maquiou), que eu só queria parecer mais bonita, mas sem parecer que tava cheia de maquiagem. Ah! E que queria maquiagem à prova de tsunami.
E, quando eu achava que todas as decisões tinham sido tomadas, ainda faltava o buquê. Eu queria uma coisa bem clean. Tulipas brancas. Mas aí a pessoa vai casar em Búzios, no calor dos 35 graus e quer tulipas. Fui vetada pela florista que falou que, até começar a cerimônia, as tulipas, coitadas, já estariam todas cabisbaixas. Resolvi, então, que o buquê devia ornar com o resto da festa. Eu sou doida por aquelas orquídeas amarelas pequenininhas e já tinha combinado com o pessoal da Oh Lindeza que elas estariam espalhadas pela festa toda. Pois é, acabaram entrando no buquê também.
E ficou uma coisa linda de viver.
Ah! E já que era pra brincar de combinar. Aproveitei pra fazer a lapela dos meninos todas no mesmo estilo!
Pois bem, o quebra cabeça é complexo mesmo. E o peso de ser um dos dias mais especiais da vida acaba deixando a gente ainda mais nervosa com a responsabilidade de escolher tudo direitinho. Mas prometo que no fim dá tudo certo. E só nos resta tirar bastante foto pra registrar toda lindeza.
Créditos:
Cabelo e maquiagem: Andrea Alencar
Buquê e lapelas: Oh Lindeza