O guia das bolsas customizadas
29 de setembro de 2015 POR Jojo COMENTA AQUI!

Desde domingo que venho recebendo vários emails de gente perguntando sobre a bolsa que usei no look que postei aqui no blog (essa aqui, com o meu nominho escrito). E, como vocês que mandam por aqui, cá estou eu pra falar um pouco mais sobre essa coisa toda de personalizar/customizar bolsas.

A verdade é que esse movimento não é novo.  E, na minha modesta opinião, ele é resultado direto de um longo processo de massificação da moda que vem rolando nas últimas décadas. Com tanta marca produzindo produtos iguais em massa (isso sem falar nos piratas), as pessoas (especialmente as mais endinheiradas) começaram a querer coisas diferentes, exclusivas, personalizadas.

Não à toa, as primeiras marcas a abraçarem a onda foram as mais badaladas. A Louis Vuitton liderou o movimento lá atrás, quando o Marc Jacobs começou a convidar artistas pra fazerem intervenções nos modelos clássicos da marca. O primeiro que me lembro foi o Stephen Sprouse laaaaaaá em 2001. Depois dele já teve Takashi Murakami, Yayoi Kusama, Os Gêmeos, ixi, muita gente mesmo.

As coleções em parceria com os artistas eram todas limitadas, ou seja, no fim das contas o objetivo era mesmo tornar uma coisa que já era tida como super premium, ainda mais exclusiva.

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Mas nada pode ser mais exclusivo do que ter uma bolsa que carrega o seu nome, né não? Pois bem, a Louis Vuitton chegou a essa mesma conclusão e há algum tempo oferece o serviço de personalização de suas bolsas clássicas. Você determina as iniciais e as cores e eles pintam à mão na sua bolsinha.

Outra que ficou conhecida pela personalização foi a Goyard: as iniciais pintadas em cima de sua estampa tradicional já viraram um clássico.Captura de Tela 2015-09-29 às 00.34.26

A Fendi também fez barulho com essa história quando colocou nas mãos de gente como Lady Gaga e Sarah Jessica Parker, modelos personalizados com o nome de cada uma das moças.

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E aí veio a galera que levou a customização pra outro nível, o nível de transformar bolsas em obras de arte realmente exclusivas. Eu sigo a Boyarde no Instagram há bastante tempo e, apesar dos serviços dela serem absolutamente fora da minha realidade (ela chega a cobrar 3 mil dólares pra personalizar uma única bolsa), eu amo acompanhar o trabalho da moça. Suas criações, sempre em clima pop art, são bem humoradas e de um bom gosto fora da curva.

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Bem, agora voltemos à realidade, né? Porque eu não sei vocês, mas pagar o preço do aluguel pra customizar uma bolsa que custa o preço de um carro popular não é muito a minha praia.

A boa notícia é que essa coisa toda de customizar está descendo do Olimpo e, aos poucos, começa a ser um pouco mais possível pra gente como a gente. Uma mocinha brasileira que gosto muito de acompanhar é a Juliana Ali. As criações da Ju são divertidas (como ela) e super ecléticas. Dá pra ver que ela faz cada bolsa pensando mesmo no que a cliente quer.  É um ótimo jeito de dar uma cara nova para uma bolsa antiga (e não precisa ser bolsa de marca chiquérrima não, a Ju personaliza de um tudo).

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No início do ano, a Schutz tentou entrar na onda ao lançar a coleção Schutz Tag Me, três modelos de bolsas que podiam ser personalizadas com adesivos fofos com carinha pop.

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A Adô é marca xodó aqui do UASZ há muito tempo e uma das coisas que eu adoro é que eles oferecem o serviço de personalizar alguns de seus modelos. Super útil pra capinhas de passaporte e tags de mala.

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Por fim, bem ao estilo Goyard (só que com preços bem mais acessíveis) a Fad fez da personalização, parte integral do seu negócio. A ideia é permitir que a cliente escolha cada elemento que compõe a bolsa, começando pelo modelo, passando pela cor do couro, estampa e, lógico, as iniciais.

O legal é que todas as opções de estampa e cores foram pensadas pra resultar em peças clássicas que combinam com absolutamente tudo. Não chega a ser baratinho, mas a qualidade e versatilidade compensam muito.

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E, lógico, assim como a gente fez com o tênis da Vans, dá também pra você mesma customizar a sua própria bolsa, uma opção que acaba sendo bem mais em conta. Só tem que ter cuidado pra não estragar uma bolsa linda com um desenho não tão lindo (quem lembra da Birkin que o Kanye deu pra Kim de Natal?). A minha dica é apostar em desenhos simples ou mais “abstratos”. Aqui vão algumas inspirações que andei pesquisando pra ver se faço por aqui.

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No fim das contas, não importa como você personaliza ou customiza a sua bolsa, o legal é ter um acessório que seja a sua cara e que dê vontade de usar muito e sempre.