Alimento pro pensamento: um tanto de feminismo
7 de Março de 2016 POR Jojo COMENTA AQUI!

Final de um domingo chuvoso e muito feminismo pra começar a semana do Dia da Mulher.

SOBRE MULHERES INCRÍVEIS DE ONTEM E HOJE

O YouTube publicou na semana passada um vídeo apenas maravilhoso chamado “100 Years of Incredible Women” (“100 anos de Mulheres Incríveis”). O vídeo mostra Youtubers famosas por usarem suas vozes para falar sobre questões femininas impersonando figuras femininas históricas. Lindo, inspirador e ainda conta com a presença da nossa musa brasileira Jout Jout! Olha só:

A iniciativa é parte de um projeto do YouTube para o empoderamento de mulheres ao redor do mundo, para que mais e mais mulheres tenham suas vozes ouvidas.

SOBRE O CORPO PERFEITO PARA O POLE DANCE 

Roz é professora de pole dance. Mas, ao invés de seu talento, o que muita gente enxerga quando olha pra ela é o seu corpo. Roz não é magra, muito menos tem barriga tanquinho. Mas se pendura de cabeça pra baixo com leveza e delicadeza como poucas.

Roz

E sua trajetória é inspiradora porque mostra que pré-julgamentos não estão com nada. E que, quando a gente quer, a gente consegue fazer de um tudo. O vídeo dela tá aqui ó.

SOBRE UMA AGÊNCIA DE MODELOS FEITA PARA QUEBRAR PADRÕES

A Squad é uma agência de modelos fora dos padrões. Ao invés de menininhas magras e angelicais, a agência busca gente com atitude autência e estilo únicos, além de beleza fora do convencional. Em entrevista, Thais Mendes, uma das sócias da Squad descreve a ideia por trás da empreitada:

“A geração de hoje não se deixa definir por um adjetivo ou uma profissão só, porque não existe mais essa necessidade. A gente quer incentivar esse lado. Além de modelos, queremos pessoas que tem voz, tem ideias e podem, eventualmente, colaborar com marcas, ao invés de serem apenas o rosto delas. Pra uma marca hoje em dia é muito mais interessante ter um embaixador do que simplesmente uma tela em branco. Ter identidade própria é essencial.”

A entrevista completa tá aqui.

Squad

SOBRE MULHERES VIAJANDO “SOZINHAS”

Há poucos dias, duas jovens argentinas foram encontradas mortas no Equador. As duas viajavam pelo país de férias e foram brutalmente assassinadas depois de tentarem resistir a uma tentativa de abuso sexual. Além de absurdamente triste, a história despertou comentários realmente deprimentes. Um deles chama atenção por um machismo tão disfarçado de preocupação que pode até passar despercebido para olhares menos atentos: o de que as meninas estavam viajando sozinhas.

E aí a gente se pergunta: como assim “sozinhas”? Não estavam juntas? Uma acompanhando a outra? Duas adultas, maiores de idade. Faltava quem?

Pois é. Faltava um homem. Como se o fato dessas duas mulheres estarem “sozinhas” (e mesmo se estivessem realmente, uma sem a outra) fosse um convite para o mal. Para o assédio. Para a violência.

Eu já viajei sozinha algumas vezes. A primeira com vinte e poucos anos. A mesma idade das duas argentinas. Lembro de me sentir livre como nunca antes. De me sentir adulta. Dona de mim.

Esse texto aqui diz tudo. Vale ler e passar adiante. Não merecemos ser alvos. Nem sozinhas, nem acompanhadas. Nunca.