Alimento pro pensamento: mulherada porreta
1 de agosto de 2016 POR Jojo COMENTA AQUI!

Vou falar uma coisa procês, mulher é um ser porreta. É muito bacana ver cada dia mais exemplos disso em áreas tão diversas quanto a política, as ciências, as artes, os esportes.

O post de hoje é prova disso. E me enche de orgulho e otimismo. Bora?

SOBRE O DISCURSO DA MICHELLE

Se você é uma pessoa ativa nas redes sociais da vida provavelmente você deu de cara aí na sua timeline com o discurso da Michelle Obama durante a convenção democrata que rolou em Washington na semana passada ( ou já seria retrasada? tô atrasada, eu sei).

Em 14 minutos, a primeira dama dos EUA fala sobre seu marido e a trajetória dele na presidência, sobre suas filhas, o exemplo que ela e Obama tentam passar e o futuro que ela deseja para elas. Michelle ainda fala sobre racismo, segregação, intolerância e a incrível conquista de acordar todos os dias numa casa construída por escravos. Ela ressalta ainda a perseverança de Hillary Clinton, candidata democrata, mesmo com todos os ataques que vem sofrendo por parte de seu oponente.

Se você não viu, faz favor de tirar uns minutinhos aí do seu domingo e dá um play:

Eu fiquei emocionada. Bati palmas em câmera lenta dentro da minha cabeça.

Que mulher incrível é Michelle. Que oradora impecável. Que mulher digna, inteligente. Que figura pública exemplar.

Achei essa matéria do MdeMulher um ótimo resumo das razões que fazem esse discurso ser verdadeiramente histórico.

Em tempos de tamanha intolerância, ouvir Michelle falar com tanta clareza sobre assuntos tão fortes, traz um calor pro coração e um tantinho de esperança.

E como se não bastasse tudo isso, a mulher ainda é divertida. Se você não viu a participação dela no Late Late Show do James Corden, clica aí pra ver também:

SOBRE A HEL MOTHER

Os trinta chegam e com eles chega aquele momento da vida em que muita gente do nosso círculo de amizades começa a ter filhos. De um ano pro outro as suas redes sociais começam a ser invadidas por fotos de bebês sorridentes e mães que não se aguentam de tanto amor por aqueles serhumaninhos gordinhos e rosados.

Até que uma amigona sua fica grávida. Amigona mesmo. Daquelas que te conta tudo e você vai na casa, chora junto, vê pelada, fala de tudo, tudinho mesmo. E aí você vê que a coisa de verdade é um pouco diferente do sonho de algodão doce das timelines.

Eu ainda não tive filhos, mas quero muito ter um dia. E acho importante (MUITO MESMO) encarar essa nova fase da vida com mais realismo e menos romantismo.

Por essas e outras, desde que dei de cara com os vídeos da Helen Ramos pela primeira vez, eu já virei fã de carteirinha da moça. A Helen tem um canal que se chama Hel Mother, no qual ela fala da maternidade da vida real. Das dificuldades, dos julgamentos, do cansaço, das expectativas.

Esse aqui é um dos meus preferidos, em que ela fala sobre ser mãe sólo:

O jeito simples, objetivo e até cômico de falar de Helen ajuda a gente a entender um pouquinho do que se passa na cabeça e na vida de uma mãe, a ter mais empatia e a pensar de forma mais realista sobre os nossos desejos de maternidade.

SOBRE AS ATLETAS AMERICANAS

Em 1972, uma lei instituiu que as instituições de ensino americanas passassem a oferecer oportunidades educacionais iguais para homens e mulheres. Por conta da forte importância dada ao esporte no país, isso trouxe também a igualdade de investimento no esporte para ambos os gêneros.

Na época, pouca gente acreditou que algum dia isso traria frutos. Acreditava-se que poucas mulheres se interessariam pela prática esportiva, que suar e competir não era para elas.

Hoje, pouco mais de 40  anos depois, as atletas americanas provam exatamente o contrário. Nas Olimpíadas de Londres, em 2012 (a primeira em que as mulheres puderam participar de todas as modalidades, inclusive o boxe), os EUA levaram pra casa 103 medalhas, 58 delas conquistadas por mulheres.

Aqui no Brasil, ainda estamos muito longe dessa realidade, onde investimento no esporte nas escolas ainda é escasso para ambos os gêneros e no nível profissional, as mulheres ainda enfrentam grande desvantagem.

Iniciativas como a Olga Esporte Clube, tentam justamente diminuir essa diferença e criar oportunidades para mais e mais mulheres poderem abraçar o esporte no Brasil.

Vale dar uma lida nessa matéria da BBC Brasil sobre a trajetória dos EUA e as conquistas que eles ainda almejam alcançar e se inspirar pra, quem sabe, daqui a alguns anos, a gente conseguir mudar as coisas em casa também.

SOBRE CELEBRAR A BELEZA E A DIVERSIDADE

Rolou esse mês em Nova Iorque o Curl Fest, um festival anual para celebrar a beleza dos cabelos cacheados e crespos. Uma reunião linda de gente celebrando sua própria beleza. Adorei esse vídeo feito pelo pessoal do HuffPost em que é possível sentir o clima de alegria do evento:

Uma das coisas mais legais do vídeo é ver uma mãe falando como é importante levar seus filhos para um evento como esse, em que ele pode se reconhecer nas outras pessoas e ver um padrão de beleza centrado em sua própria cultura.

Chega por hoje! Beijo e boa semana procês!